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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Costa felicita escritor brasileiro Silviano Santiago por vencer Prémio Camões 2022

"O maior da literatura em língua portuguesa", afimou o Primeiro-ministro.

24 de outubro de 2022 às 22:15

O primeiro-ministro, António Costa, felicitou o escritor brasileiro Silviano Santiago por vencer a edição deste ano do Prémio Camões, considerando que se trata de um merecido reconhecimento para uma obra e vida dedicadas à literatura.

A escolha do escritor brasileiro Silviano Santiago como vencedor do Prémio Camões 2022 foi anunciou hoje o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva.

Numa mensagem publicada na sua conta pessoal na rede social Twitter, o primeiro-ministro felicitou o escritor brasileiro Silviano Santiago pelo Prémio Camões 2022, "o maior da literatura em língua portuguesa".

Para António Costa, é um "merecido reconhecimento para uma obra e uma vida dedicadas à literatura, enquanto romancista, ensaísta e professor".

No ano passado, o Prémio Camões foi atribuído à escritora moçambicana Paulina Chiziane, autora de "Balada de Amor ao Vento" e "Ventos do Apocalipse".

O Prémio Camões de literatura em língua portuguesa foi instituído por Portugal e pelo Brasil, com o objetivo de distinguir um autor "cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento do património literário e cultural da língua comum".

Segundo o texto do protocolo constituinte, assinado em Brasília, em 22 de junho de 1988, e publicado em novembro do mesmo ano, o prémio consagra anualmente "um autor de língua portuguesa que, pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum".

Foi atribuído pela primeira vez, em 1989, ao escritor Miguel Torga.

Em 2019, o prémio distinguiu o músico e escritor brasileiro Chico Buarque, autor de "Leite Derramado" e "Budapeste", entre outras obras; em 2020, o professor e ensaísta português Vítor Aguiar e Silva (1939-2022).

O Brasil lidera a lista de distinguidos com o Prémio Camões, com 14 premiados cada, seguindo-se Portugal, com 13 laureados, Moçambique, com três, Cabo Verde, com dois, mais um autor angolano e outro luso-angolano.

A história do galardão conta apenas com uma recusa, exatamente a do luso-angolano Luandino Vieira, em 2006.

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