Bombeiros voluntários que integram o DECIR vão receber este ano 84 euros por dia, mais 9 euros do que em 2025.
O Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) vai ter este ano um orçamento de cerca de 50 milhões de euros, mais seis milhões do que em 2025, revelou hoje o Ministério da Administração Interna (MAI).
"O orçamento no DECIR evoluiu de cerca de 44 milhões de euros em 2025, para cerca de 50 milhões de euros este ano, um reforço de praticamente mais 6 milhões de euros", precisa o MAI num documento divulgado durante a apresentação do dispositivo de combate a incêndios florestais.
O MAI avança também que os bombeiros voluntários que integram o DECIR vão receber este ano 84 euros por dia, mais 9 euros do que em 2025.
“A compensação diária dos bombeiros aumentou de 45 euros, em 2016, para 84 euros em 2026, refletindo o esforço daqueles que são a espinha dorsal da proteção civil. São o pilar da confiança dos portugueses”, destaca o MAI.
Os meios envolvidos este ano no combate aos incêndios rurais vão ter um ligeiro aumento em relação a 2025, estando previstos para os meses mais críticos, de 01 de julho a 30 de setembro, 15.149 operacionais, 2.596 equipas, 3.463 viaturas e 76 meios aéreos, além dos dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea e três da AFOCELCA (empresa privada de proteção florestal vocacionada para o combate a incêndios rurais), que totaliza 81.
Nestes meses vão estar ao serviço 50 máquinas de rasto, sendo o meio que é mais reforçado este ano para o combate aos fogos, contando os operacionais com mais 24 do que em 2025.
No DECIR está também especificado quais os meios que estão em permanência no combate aos fogos e aqueles que podem vir a ser mobilizados num prazo de 24 horas em caso de necessidade.
No mesmo período do ano passado, estiveram operacionais 15.028 elementos de 2.574 equipas, 3.418 veículos, 26 máquinas de rasto e os meios aéreos ao serviço não ultrapassaram os 71, existindo algumas alturas em que não chegaram aos 70 devido a avarias.
Os operacionais envolvidos no DECIR são elementos pertencentes aos bombeiros voluntários, na sua maioria, Força Especial de Proteção Civil, militares da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, Forças Armadas e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, nomeadamente sapadores florestais e sapadores bombeiros florestais, além de trabalhadores da empresa AFOCELCA.
De acordo com o DECIR, os bombeiros das associações humanitárias envolvidos totalizam 11.409, mas há capacidade de mobilizar até 21.623 operacionais.
O primeiro reforço de meios vai acontecer a 15 de maio, estando previstos para esta fase, que se prolonga até 31 de maio, 11.851 elementos, 2.017 equipas, 2.576 viaturas e 37 meios aéreos.
Haverá ainda um novo reforço de meios de combate a 01 de junho, que volta a aumentar a 01 de julho, quando o DECIR está na sua máxima capacidade de resposta.
Os 76 meios aéreos de combate e vigilância vão estar disponíveis entre 01 de junho e 30 de setembro e dividem-se entre helicópteros bombardeiros ligeiros, médios e pesados, aviões bombardeiros médios e pesados, aviões e helicópteros de reconhecimento, avaliação e coordenação e sistemas de aeronaves não tripuladas.
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