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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Dívida de 300 mil aos bombeiros

As corporações de bombeiros de Palmela, Águas de Moura e Pinhal Novo reclamam do Centro Hospitalar de Setúbal o pagamento de 300 mil euros pelo transporte de doentes para os hospitais de São Bernardo e Ortopédico Santiago do Outão.

24 de setembro de 2012 às 01:00

O valor em causa - 130 mil (Palmela), 50 mil (Águas de Moura) e 120 mil euros (Pinhal Novo) -, confirmam os responsáveis das corporações, dizem respeito aos serviços prestados desde Janeiro de 2011. O CM contactou o Centro Hospitalar de Setúbal, que remete esclarecimentos para hoje.

"No caso de Palmela são mais de 130 mil euros. O último pagamento foi feito em Dezembro de 2010", garantiu ao CM Octávio Machado, presidente dos bombeiros locais. Em Pinhal Novo, a dívida ascende aos 120 mil euros, provocando dificuldades à corporação. "A situação é mesmo muito complicada. É um atraso de 21 ou 22 meses no pagamento do transporte de doentes. São 120 mil euros que não recebemos", lamenta José Calado, presidente dos Bombeiros do Pinhal Novo. O problema também afecta a corporação de Águas de Moura. "É uma dívida a rondar os 50 mil euros. Além disso, temos cada vez menos doentes com autorização médica para serem transportados. A isto acrescenta-se ordenados, manutenção, combustível e outras despesas" queixa-se Rui Laranjeira, presidente dos bombeiros de Águas de Moura.

PRIVADOS RECEBEM A SEIS MESES

As dívidas do Centro Hospitalar de Setúbal também se acumulam com as empresas particulares de transporte de doentes. Segundo Fernando Esteves, presidente da Luísa Todi, de Setúbal, o atraso no pagamento "ronda os duzentos mil euros, mas diz respeito a seis meses".

A situação está a provocar polémica junto dos bombeiros de Palmela, que acusam o Centro Hospitalar de tratamento desigual no pagamento da dívida. Octávio Machado, presidente dos Bombeiros Voluntários de Palmela, não esconde a indignação: "Não tínhamos noção dessa diferença. Não compreendemos qual é o critério para os bombeiros voluntários terem um atraso de 22 meses, enquanto a empresa privada, para o mesmo serviço, recebe a seis meses".

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