Apesar de parecer um período de inatividade, o sono é uma fase em que o organismo está altamente ativo e realiza processos essenciais.
Dormir bem pode parecer um luxo no meio das rotinas aceleradas do dia a dia mas é, na verdade, um dos pilares da saúde.
No âmbito do Dia Mundial do Sono, que se assinala esta sexta-feira, 13 de março, o CM falou com a pneumologista e especialista em medicina do sono, Vânia Caldeira, para perceber porque é que o descanso noturno é tão importante e o que pode acontecer quando não dormimos o suficiente.
O que acontece ao corpo enquanto dormimos?
Apesar de parecer um período de inatividade, o sono é uma fase em que o organismo está altamente ativo.
Durante este período, o corpo realiza vários processos essenciais, desde a recuperação muscular e motora ao crescimento e ao desempenho cognitivo.
Para a especialista, o sono é “um superpoder que todos temos ao nosso alcance”, mas que muitas vezes é desvalorizado porque as pessoas não reconhecem todas as funções que desempenha no organismo.
Que impacto tem na saúde cardiovascular, metabólica e mental?
A privação de sono ou a presença de doenças do sono, como a apneia ou as insónias, podem ter consequências sérias para a saúde. Estes problemas estão associados a um maior risco cardiovascular, incluindo enfartes, arritmias e insuficiência cardíaca.
Também estão frequentemente ligados a doenças como hipertensão arterial e diabetes.
A relação entre sono e saúde mental é igualmente forte. Dormir mal pode contribuir para alterações de humor e sintomas depressivos, mas o contrário também acontece: quando alguém sofre de depressão, torna-se mais difícil manter um sono de qualidade. Segundo a especialista, trata-se de uma relação “muito bilateral”.
O sono também influencia o desempenho físico?
"Sim, e os atletas profissionais estão cada vez mais atentos a isso", afirma. Muitas equipas desportivas já contam com especialistas do sono para otimizar o rendimento dos atletas.
Dormir mais horas pode traduzir-se em melhores resultados. Estudos mostram que, por exemplo, jogadores de basquetebol marcam mais cestos, atletas de modalidades de precisão têm melhor desempenho e corredores conseguem atingir maiores velocidades e distâncias.
Além disso, dormir bem está associado a uma menor incidência de lesões.
A relação também funciona no sentido inverso. A prática de atividade física, de forma geral, melhora a qualidade do sono. Ainda assim, “pessoas com dificuldade em adormecer devem ter atenção ao tipo de exercício e ao horário em que o praticam”, explica a médica Vânia Caldeira.
Como tornar o sono mais restaurador?
Tal como acontece com a alimentação ou com o exercício físico, o sono também precisa de cuidados. A especialista lembra que todos os hábitos do dia a dia podem influenciar a qualidade do descanso.
Nos adultos, o ideal é dormir de sete a nove horas por noite e tentar manter horários regulares para deitar e acordar.
A preparação para dormir é igualmente importante. O jantar deve ser feito, pelo menos, duas horas antes de ir para a cama, ser uma refeição leve e evitar álcool, cafeína e tabaco. Também é aconselhável reduzir a ingestão de líquidos para evitar acordar durante a noite.
Depois do jantar, a atividade deve diminuir. Ambientes com menos luz e a redução do uso de dispositivos eletrónicos ajudam o corpo a preparar-se para o descanso.
Outra regra importante é ir para a cama apenas quando há sono e evitar atividades como ver televisão ou ler.
E as sestas? São recomendadas?
“De forma geral, quem dorme entre sete e nove horas por noite não precisa de fazer sestas”, afirma a Doutora Vânia Caldeira.
O corpo humano está biologicamente preparado para dormir quando a luz diminui, uma vez que a produção de melatonina aumenta ao final do dia.
Ainda assim, existem exceções. Algumas pessoas continuam a sentir sonolência mesmo quando dormem o número recomendado de horas, e nesses casos, uma sesta pode ser benéfica.
Quando acontece, deve obedecer a algumas regras: o melhor período é depois de almoço, deve ser relativamente curta, cerca de 20 minutos, e suficientemente afastada do horário de sono noturno para não interferir com ele.
Quando é que devemos procurar ajuda?
Existem vários sinais que podem indicar problemas com o sono. Um dos principais é a própria perceção da pessoa, se sente que dorme mal ou que o descanso não é suficiente, deve procurar ajuda.
Outros sinais mais específicos incluem demorar mais de 30 minutos a adormecer de forma frequente, ter muitos despertares durante a noite ou sentir cansaço persistente ao acordar.
Ressonar também não deve ser ignorado. Apesar de muitas vezes ser encarado como algo normal, pode indicar problemas respiratórios durante o sono, especialmente se quem dorme ao lado nota pausas na respiração.
Fadiga constante, dores de cabeça ao acordar ou alterações de humor são outros sinais de alerta que podem justificar uma avaliação médica.
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