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Correio da Manhã

Sociedade

Enfermeiros mantêm pré-aviso de greve

Sindicatos acreditam em entendimento mas querem garantias para a criação de três categorias na profissão e descongelamento das carreiras.
Francisca Genésio 5 de Janeiro de 2019 às 09:51
Carlos Ramalho (à direita) com Lúcia Leite ao lado, dirigentes do Sindepor e ASPE, respetivamente
Sindicatos de enfermeiros estão divididos: uns cancelaram greves, outros não
Ministra da Saúde Marta Temido reunida com sindicatos de enfermeiros, em dezembro de 2018
Carlos Ramalho (à direita) com Lúcia Leite ao lado, dirigentes do Sindepor e ASPE, respetivamente
Sindicatos de enfermeiros estão divididos: uns cancelaram greves, outros não
Ministra da Saúde Marta Temido reunida com sindicatos de enfermeiros, em dezembro de 2018
Carlos Ramalho (à direita) com Lúcia Leite ao lado, dirigentes do Sindepor e ASPE, respetivamente
Sindicatos de enfermeiros estão divididos: uns cancelaram greves, outros não
Ministra da Saúde Marta Temido reunida com sindicatos de enfermeiros, em dezembro de 2018

Os enfermeiros decidiram esta sexta-feira, depois de uma reunião com representantes do Governo, manter o pré-aviso de greve entre os dias 14 de janeiro e 28 de fevereiro.

"Apesar de esta ter sido a primeira vez que os enfermeiros tiveram oportunidade de trabalhar as diferentes propostas dos sindicatos, iremos manter o pré-aviso de greve. Vamos apresentar um memorando de entendimento ao Governo, para que assuma um compromisso com as nossas reivindicações", explicou ao CM Lúcia Leite, presidente da Associação Sindical Portuguesa de Enfermeiros (ASPE).

O início da paralisação está por isso pendente da próxima reunião negocial, marcada para sexta-feira (11). "Tudo depende se o memorando terá ou não a assinatura dos Ministério das Finanças e da Saúde", reforçou a sindicalista.

Ao CM, Carlos Ramalho, dirigente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor), esclareceu que as exigências dos profissionais vão além da criação de três categorias na profissão: "queremos o descongelamento imediato das carreiras dos enfermeiros e exigimos que seja reconhecido o suplemento de especialista".

Também a Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros reuniu ontem com o Governo. "Há margem para acordo com o Governo", disse José Correia Azevedo, porta-voz.

A greve cirúrgica decorreu entre novembro e dezembro e levou ao cancelamento de mais de 10 mil cirurgias programadas.

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