Viseu, Penalva do Castelo, Mangualde e Nelas são os quatro municípios abastecidos na rede pública pela ETA de Fagilde.
O presidente da Câmara de Viseu denunciou esta quinta-feira a fragilidade do equipamento da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Fagilde, no rio Dão, que "pode comprometer" o abastecimento de água a quatro municípios.
"Estamos muito preocupados com a ETA de Fagilde. Sabemos que é uma situação que há muito está identificada, mas que nunca foi resolvida. Mais do que o tema da barragem de substituição é a ETA de Fagilde, que tem o equipamento 'morto', fora de prazo", classificou João Azevedo.
O autarca socialista especificou que, quando diz equipamento, "é tudo, é um depósito de inertes, os depósitos de água, são bombas de abastecimento, bombas de limpeza".
"É tudo. É uma estrutura brutal mecânica e eletromecânica que está associada a um motor", sublinhou.
Aos jornalistas, no final da reunião pública do executivo onde o tema foi debatido antes da ordem do dia, o autarca disse que "há várias semanas" que entrou em contacto com o Governo para a resolução do problema.
"Tomámos a iniciativa para, junto do Governo, arranjarmos soluções de financiamento para resolver o problema da ETA de Fagilde juntamente com os concelhos associados, naturalmente", indicou.
Viseu, Penalva do Castelo, Mangualde e Nelas são os quatro municípios abastecidos na rede pública pela ETA de Fagilde, na barragem localizada no rio Dão.
"Estamos a falar de um investimento de 35 milhões de euros (ME) para termos o nosso motor a funcionar. A ETA de Fagilde é o motor do tratamento e distribuição de água e, se deixar de funcionar, por mais que a barragem tenha água, os quatro municípios não terão água na torneira", sublinhou.
Ou seja, "se a ETA de Fagilde parar, não há água, nem tratada, nem projetada".
Para Azevedo, "mais urgente que a barragem ou nova barragem, é a resolução do problema da ETA".
"Os papéis foram invertidos, tendo em conta a degradação em que se encontra" o equipamento.
A questão da água foi levantada pela oposição social-democrata, que questionou o executivo socialista sobre o ponto de situação da providência cautelar apresentada pela Câmara de Mangualde no Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu que, a esse propósito, suspendeu o alargamento do sistema multimunicipal gerido pelas Águas do Douro e Paiva ao sistema de Fagilde.
Em resposta, na reunião, João Azevedo disse que aguardavam uma resposta do Tribunal e que a "preocupação atual" do executivo passa pela "degradação da ETA que pode deixar de funcionar em qualquer momento" e exige um investimento de 35 ME.
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