Os fumadores que pretendam deixar a dependência da nicotina vão ter acesso a consultas através da Saúde 24.
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai comparticipar, a partir do início de 2015, em 40 por cento os medicamentos que ajudam a deixar de fumar. A garantia foi dada ontem pelo Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Leal da Costa, na apresentação de um relatório sobre o tabaco em Portugal, da Direção-Geral da Saúde.
"O SNS vai gastar alguns milhões de euros na comparticipação de medicamentos para a cessação tabágica, mas os custos dos tratamentos das doenças causadas pelo consumo são mais elevados, sem esquecer os custos humanos e os anos de vida perdidos", sublinhou Leal da Costa, que não concretizou os custos da comparticipação.
Leal da Costa explicou que está a ser estudada a "melhor forma de enquadrar a comparticipação" dos medicamentos: se será no âmbito das consultas de apoio à cessação tabágica da Linha Saúde 24 (808 24 24 24), a partir de 2015, ou se abrangerá as consultas nos hospitais e centros de saúde. Ao CM, Sérgio Gomes, coordenador da Saúde 24, explicou que através da linha serão marcadas as consulta nos centros de saúde. Leal da Costa referiu ainda que o cigarro eletrónico poderá ser proibido nos locais previstos pela lei do tabaco. Em 2010, morreram 11 mil pessoas devido ao tabaco, uma média de 30 óbitos por dia.
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