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Estrada de acesso ao porto de Sesimbra reaberta de forma condicionada

Segundo Francisco Jesus, os trabalhos foram articulados com as Infraestruturas de Portugal (IP) e foi a Câmara Municipal de Sesimbra que os executou.

24 de fevereiro de 2026 às 16:55

A estrada de acesso ao porto de Sesimbra reabriu de forma condicionada na sexta-feira, com a circulação de viaturas a fazer-se numa única via, de forma alternada, disse, esta terça-feira, à Lusa o presidente do município, Francisco Jesus.

"Estamos a falar de um troço com cerca de 200/300 metros, no máximo. Não é um troço relativamente grande e tem visibilidade, quer de um lado, quer do outro", afirmou o autarca, salientando que há apenas um caminho alternativo, em terra batida, mas que não permite o acesso de veículos pesados à zona portuária.

Segundo Francisco Jesus, os trabalhos foram articulados com as Infraestruturas de Portugal (IP) e foi a Câmara Municipal de Sesimbra que os executou.

A via de acesso ao Porto de Abrigo de Sesimbra, no distrito de Setúbal, estava interdita desde o início do mês devido a um deslizamento de terras na zona do empreendimento habitacional ERG, que coloca em risco a segurança de automobilistas e peões.

Ainda de acordo com o presidente da Câmara de Sesimbra, há muito tempo que a população reclama uma alternativa de acesso ao porto, que poderia evitar situações como a que se verificou agora devido ao mau tempo, que impossibilitou o acesso de veículos pesados à zona portuária.

"O facto de não existir um acesso ao porto em condições, que não passe pelo núcleo urbano da Vila de Sesimbra, é uma matéria já antiga. Há abertura por parte da tutela em voltar a pegar no tema, o município também já mostrou a sua disponibilidade para acompanhar o processo e ser parte da solução, nem que seja um acesso feito a poente do porto, até à zona do Zambujal, onde temos uma zona industrial", salientou.

Reconhecendo que "isto não é uma solução a curtíssimo prazo", Francisco Jesus insistiu que "a curtíssimo prazo importa ter o acesso ao porto aberto e importa resolver a obra de contenção definitiva daquela arriba".

Relativamente às restantes vias do concelho afetadas pelo mau tempo, o presidente da Câmara de Sesimbra adiantou que ainda decorrem trabalhos de corte de árvores e limpeza dos taludes em duas vias na zona do Meco e numa outra entre o Meco e a zona dos Fetais, além da regularização de um abatimento da estrada entre Aiana e o Zambujal.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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