Contingente previsto vai integrar ao todo cerca de 155 militares, afirmou o chefe do Estado-Maior do Exército.
O Exército vai reforçar ainda este ano o contingente português na Eslováquia com mais um pelotão de atiradores, elevando a força para 155 militares, anunciou esta segunda-feira o chefe daquele ramo, assinalando nunca terem existido tantos compromissos operacionais em simultâneo.
"Esta força vai com cerca de 120 militares, mas a próxima que vai agora iniciar o aprontamento já irá com 155 militares", afirmou à Lusa o general Eduardo Mendes Ferrão, sublinhando que este aumento "é uma mensagem clara para os nossos aliados" do compromisso de Portugal com a defesa coletiva no flanco leste da NATO.
O chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) falava à margem da cerimónia de outorga do Estandarte Nacional à 4.ª Força Nacional Destacada (4FND), realizada no Campo Militar de Santa Margarida, em Constância (distrito de Santarém), que vai integrar o Battlegroup Multinacional Eslováquia, liderado por Espanha, no âmbito da operação "enhanced Vigilance Activities" da Aliança Atlântica (NATO).
Segundo o general, esta presença representa, pela primeira vez, e desde 2025, o empenhamento da componente das forças pesadas do Exército português fora do território nacional como força nacional destacada, num processo que vinha a ser preparado "há mais de quatro anos".
"Portugal está a empenhar no flanco leste da Europa a sua capacidade mais forte. Isto é visto como um sinal de grande empenho e é reconhecido com muita confiança pelos nossos aliados e pela NATO", declarou.
A força que parte em fevereiro para a Eslováquia é composta por cerca de 120 militares e 23 viaturas, entre as quais cinco carros de combate Leopard 2A6, nove viaturas blindadas Pandur 8x8, cinco viaturas táticas médias (VTM) e quatro viaturas URU Vamtac.
No discurso da cerimónia, o CEME enquadrou a missão no contexto geopolítico decorrente da guerra na Ucrânia e recordou que a presença portuguesa no leste da Europa começou com um pelotão de carros de combate, evoluiu para um subagrupamento e será novamente reforçada na próxima rotação.
"Esta Força está preparada para reforçar a capacidade de resposta da Aliança Atlântica e demonstrar, com forças no terreno, que Portugal não falha quando a segurança europeia está em risco", afirmou.
Eduardo Mendes Ferrão destacou ainda que a missão constitui uma oportunidade de treino conjunto com aliados, reforçando a interoperabilidade e a prontidão operacional da força terrestre.
Questionado pela Lusa sobre o conjunto dos compromissos internacionais, o CEME afirmou que "nunca o Exército teve tantos compromissos operacionais em simultâneo" como atualmente.
"O Exército tem forças no exterior, forças a preparar-se para o exterior e forças em prontidão para a União Europeia e para a Força de Reação Rápida. A rotina do Exército é treinar, formar e estar preparado para responder às missões atribuídas", disse.
Atualmente, o Exército português tem 624 militares empenhados em 14 missões em quatro continentes, sete no âmbito da NATO, duas da ONU e cinco da União Europeia.
Entre estas destacam-se a presença de 200 militares na Roménia (8FND), 50 militares de operações especiais também na Roménia, 191 militares na República Centro-Africana, ao serviço das Nações Unidas, 120 na Eslováquia, e a participação no European Union Battlegroup, em prontidão, que integra cerca de 1.300 militares portugueses num total de 2.500.
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