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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Figueira da Foz adia programação de Carnaval

Autarquia adiou as celebrações na sequência dos temporais que afetaram o concelho do distrito de Coimbra.

12 de fevereiro de 2026 às 13:19

A Câmara Municipal da Figueira da Foz adiou esta quinta-feira a programação de Carnaval que estava prevista para os próximos dias, na sequência dos temporais que afetaram este concelho do distrito de Coimbra.

"Tendo em conta a situação atualmente existente na Região Centro, por estarmos em estado de calamidade devido aos temporais, cujos impactos no nosso concelho estão ainda em curso, e face ao que aconteceu com o dique junto à A1, que poderá não ser caso isolado, não se encontram reunidas condições para a realização da programação do Carnaval de Buarcos - Figueira da Foz", informou.

Numa publicação na rede social Facebook, a Câmara da Figueira da Foz (distrito de Coimbra) indicou que os desfiles noturno e diurno, agendados para o próximo sábado, domingo e terça-feira, foram adiados para o primeiro fim de semana após a Semana Santa.

Assim, o desfile noturno das Escolas de Samba terá lugar dia 11 de abril e o desfile do Grande Corso Carnavalesco no dia 12 de abril.

Já o desfile infantil, que estava agendado para sexta-feira, terá lugar a 20 de fevereiro.

"Com todo o respeito pela importância que muitas pessoas dão ao Carnaval, que sempre apoiámos, esta é a decisão que o bom senso e o sentido de solidariedade nacional exigem", justificou.

De acordo com a nota, esta foi uma decisão concertada com a Junta de Freguesia de Buarcos, entidade responsável pela organização.

O Carnaval da Figueira da Foz é um dos eventos mais importantes do calendário cultural e turístico da Região Centro de Portugal, destacando-se pela sua longevidade e impacto económico.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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