Ministro das Infraestruturas falou na cerimónia dos 80 anos do Aeroporto Francisco Sá Carneiro.
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, garantiu esta segunda-feira o empenho do Governo no reforço do crescimento "sustentado", mas "ambicioso", do aeroporto do Porto, colocando esta macrorregião "no centro da política aeroportuária nacional".
"Temos aqui uma nova centralidade e dela não abdicaremos. [...] É a nossa aposta e a nossa aposta vai materializar-se, já no final deste ano, com a passagem de 24 para 26 movimentos por hora, com a ajuda da NAV e de todos os operadores, para reforço ainda maior deste crescimento que queremos que seja sustentado, que seja ambicioso e que coloque o Porto e toda esta macrorregião no centro da política aeroportuária nacional", afirmou o governante.
Pinto Luz falava durante a cerimónia que esta manhã, assinalou o 80.º aniversário do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, com inauguração oficial da pista, após as obras de reforço estrutural, e do novo centro operacional (Airport Operational Center), e em que participou o primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Neste âmbito, o ministro dirigiu-se aos representantes da Vinci, empresa gestora dos aeroportos portugueses, presentes na cerimónia para salientar que "o compromisso com o Governo é claro" e que já não é "tempo de mais adiamentos", nem "indecisões".
"O investimento é claro em todos os aeroportos nacionais, deles não abdicamos, e por isso, no [aeroporto] Humberto Delgado, no futuro Vaz de Camões, estamos a pôr ritmo, a Vinci está a cumprir, mas também está a cumprir com o investimento no velhinho Humberto Delgado, para podermos apetrechar aquele equipamento com quase o dobro das mangas que hoje estão disponibilizadas e colocá-lo ao serviço dos portugueses até 2034, 2035 ou 2036, quando tivermos o Vaz de Camões disponível", sustentou.
Miguel Pinto Luz recordou que, quando há mais de uma década a Vinci assumiu funções enquanto gestora aeroportuária nacional, o aeroporto do Porto movimentava cerca de oito milhões de passageiros por ano, contra os atuais quase 17 milhões, sendo agora a ambição atingir os 30 milhões.
Já o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, passou de cerca de 17 milhões de passageiros para 36/37 milhões, enquanto Faro duplicou o movimento de cinco para 10 milhões de passageiros, o Funchal de 2,5 milhões para cinco milhões e Ponta Delgada de 1,2 milhões para os atuais três milhões.
Relativamente ao futuro novo aeroporto Luís Vaz de Camões, o ministro das Infraestruturas enfatizou que o primeiro relatório ambiental "validou a decisão do Governo de Alcochete", estando agora pela frente "um caminho ainda árduo, de enorme trabalho e cooperação".
Na sua intervenção na cerimónia, o presidente da Vinci Concessions e da Vinci Airports, Nicolas Notebaert, garantiu que "a Vinci apoia as prioridades estratégicas de Portugal" e continuará a investir nos aeroportos nacionais, destacando "o maior investimento de sempre" feito na pista do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, num total de 50 milhões de euros, um "projeto altamente complexo que envolveu o reforço estrutural da pista ao longo de um período de 19 meses".
Nicolas Notebaert comprometeu-se ainda "com o início do desenvolvimento do Plano Diretor do Aeroporto do Porto", cuja primeira fase prevê a construção de uma nova área com 14 portas de embarque, incluindo quatro pontes de embarque, e um terminal de bagagem dedicado, permitindo aumentar "significativamente a capacidade operacional do aeroporto".
O Aeroporto Francisco Sá Carneiro atingiu em 2025 um recorde de 16,9 milhões de passageiros, mais 6,3% face a 2024, e oferece hoje ligações diretas para mais de 120 destinos.
De acordo com um diploma publicado na sexta-feira em Diário da República, o Governo criou um grupo de técnico para o acompanhamento da expansão do aeroporto do Porto, incluindo, entre outros, a ANA e a Infraestruturas de Portugal, que deverá concluir o seu trabalho até 31 de dezembro.
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