Perda de memória e problemas de linguagem são alguns dos sintomas.
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A doença de Alzheimer é um tipo de demência que provoca uma deterioração progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento, entre outras). Em Portugal, estima-se que existam cerca de 200 mil casos de doentes de Alzheimer.
Numa fase inicial, os doentes revelam alguma incapacidade para se lembrarem de informações e acontecimentos recentes. O médico psiquiatra Pedro Varandas explica que nesta fase é comum " as pessoas sentirem que a sua memória já não é aquela que tinham".
À medida que a doença progride, os sintomas estendem-se a outras funções, nomeadamente a linguagem. Do ponto de vista comportamental, o Alzheimer tende a manifestar-se num de dois extremos, "quer numa extrema apatia, quer com episódios de grande agitação, normalmente vespertinos ou noturnos", explica Pedro Varandas.
Qualquer pessoa pode desenvolver a doença de Alzheimer. A mais comum acontece após os 65 anos. A taxa de prevalência da demência aumenta com a idade. A demência afeta uma em cada 80 mulheres, com idades entre os 65 e os 69 anos, sendo que no caso dos homens a proporção é de 1 em cada 60. Acima dos 85 anos, para ambos os sexos, a demência afeta aproximadamente uma em cada quatro pessoas.
Consoante as pessoas e as áreas cerebrais afetadas, os sintomas variam e a doença progride a um ritmo diferente. As capacidades da pessoa afetada podem variar de dia para dia ou mesmo no decurso do próprio dia. Uma pessoa com doença de Alzheimer pode viver entre três a 20 anos, sendo que a média estabelecida é de sete a dez anos.
DISCURSO DIRETO
Pedro Varandas, Casa da Saúde da Idanha
CM: Como é que se processa o Alzheimer?
Pedro Varandas - Há um processo de degeneração neuronal, que é o aspeto que determina a perda de um número de neurónios em regiões do cérebro fundamentais para a memória e para a linguagem.
- Como podemos ‘amenizar’ o progresso da doença? Que esperança podem ter os doentes?
- Para além da terapia farmacológica, têm sido desenvolvidas terapias neuropsicológicas de treino e exercitação da mente. Estas terapias, a par da terapia farmacológica, mas para além desta, permitem uma maior eficácia da estabilização e até uma recuperação de algumas competências.
PORMENORES
Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico. O psiquiatra Pedro Varandas explica que é proposto à pessoa um conjunto de tarefas e, de acordo com a sua capacidade de resposta ou a completa incapacidade das mesmas, é possível estabelecer um diagnóstico de Alzheimer e até fazer a distinção com outras formas de demência.
Demência
A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e representa entre 50% a 70% de todos os casos.
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