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Correio da Manhã

Sociedade

Heróis CM: “Vimos mãe e filha a chorar e em pânico”

Agentes da PSP de Trajouce impedem homem de esfaquear mulher e filhas.
24 de Maio de 2014 às 10:00
Os agentes recusam o estatuto de heróis e dizem que apenas fizeram o seu dever
Os agentes recusam o estatuto de heróis e dizem que apenas fizeram o seu dever FOTO: mariline alves

Para Artur Domingues e Nuno Serrasqueiro, agentes da PSP de Trajouce, em Cascais, era apenas mais uma das muitas chamadas de violência doméstica a que a polícia ocorre todos os dias. No dia 24 de maio de 2013, os agentes salvaram mãe e filha encurraladas numa varanda, e uma bebé de meses que estava também à mercê do agressor. "Não somos heróis. Salvámos a família e a missão foi cumprida."

Armado com uma faca e visivelmente alterado, um homem ameaçava matar a mulher e as filhas. "Quando chegámos ouviam-se gritos vindos das traseiras. Vimos então mãe e filha na varanda, agarradas e com ar de pânico a chorar. Sabíamos que tínhamos de atuar rápido", conta Nuno Serrasqueiro. Este foi pelas traseiras, subiu à varanda e protegeu as vítimas. Foi quando soube da presença de um bebé.

Na porta da frente, Artur Domingues acabou por surpreender o agressor quando este tentava fugir. "Ele deixou cair a faca, mas esteve sempre bastante hostil. Acabei por conseguir intercetá-lo, algemei-o e tudo acabou bem", conta o agente, que presta serviço a 500 km da sua terra, Vinhais, em Bragança.

Em jeito de balanço, não podem deixar de dar nota positiva à ação policial. "É para isto que trabalhamos todos os dias, estamos cá para servir o País, nem que para isso tenhamos nós de correr o risco."

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