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‘Manhattan de Cacilhas’ e plano de urbanização para a Costa de Caparica, dois grandes projetos que ficaram na gaveta.
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Ficou conhecido como ‘Manhattan de Cacilhas’, um empreendimento urbanístico futurista que iria ocupar os terrenos da antiga Lisnave – Estaleiros Navais de Lisboa, no concelho de Almada. O projeto nasceu em 1999, pela mão do arquiteto Manuel Graça Dias, e previa a construção de um conjunto de torres com 80 andares, entre outros edifícios, ocupando uma área de 50 hectares. A estrutura residencial, envolta por um viaduto em elipse, com várias entradas para o interior do espaço, iria acolher cerca de 15 mil habitantes. Teria zonas comerciais e de serviços, igreja, um centro tecnológico, áreas de lazer e um jardim central ‘enterrado’ cerca de 10 metros, com as copas das arvores ao nível dos passeios. Um projeto para uma década, que iria permitir uma maior ligação de Almada ao Tejo e da Margem Sul a Lisboa, criando uma nova centralidade e polo de atração.
Embora não fizesse parte do plano, os constrangimentos à circulação que, previsivelmente, a ‘Manhattan de Cacilhas’ iria provocar, nomeadamente entre ambas as margens do rio, também tinham resposta. Manuel Graça Dias entendia que a solução podia passar pela construção de um túnel subaquático entre Lisboa e Almada, que permitisse não só o tráfego automóvel mas, também, ferroviário. Não demorou muito a conhecer o destino da obra. O veto chegou dois anos depois, pelo então ministro do Ambiente, José Sócrates: "É uma solução completamente desadequada, com grande impacto paisagístico e ambiental, que é muito negativo no nosso ponto de vista, e que não resulta de uma opção de ordenamento do território, nem à escala local, nem à escala metropolitana", disse. Duas décadas depois, outros projetos surgiram para o lugar, mas tudo não passou (ainda) do papel. Como o sonho de uma Manhattan em Cacilhas.
Desafios de um arquiteto genial
Cassiano Branco tem obra feita por toda a parte - o Portugal dos Pequenitos, em Coimbra, é das mais conhecidas - mas não conseguiu levar por diante o plano de urbanização para a Costa de Caparica, em 1930. Tinha apenas 32 anos quando apresentou o projeto. Previa um canal artificial para a prática de desportos náuticos, pontes pedonais, zonas de habitação, um hotel de luxo com 1500 quartos, outro com 2000 quartos, teatro ao ar livre com 5000 lugares , cinema, casino, piscina coberta e até uma pista para aviação de turismo.
Nova travessia não passou da maqueta
Para uns está congelada, para outros é um projeto morto, embora todos concordem que é necessária uma nova ponte sobre o Tejo. Esta ligava o Barreiro a Chelas e teria 15 quilómetros. Ficou a maqueta.
Aeroporto na Ota ficou pelos estudos
A ideia era antiga, mas ganhou força na primeira década do novo milénio: construir um aeroporto na Ota, moderno e funcional, para substituir a ‘velhinha’ Portela. Só em estudos foram gastos 40 milhões de euros. Em vão.
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