Desde o início da pandemia e até 11 fevereiro deste ano, a unidade hospitalar admitiu 2774 doentes infetados em enfermaria.
O Hospital Amadora-Sintra, no distrito de Lisboa, tem esta sexta-feira 199 doentes covid-19 internados, quase metade do máximo registado em 26 de janeiro, com 385 pacientes, mas o pico nas unidades de cuidados intensivos (UCI) foi registado esta semana.
Em resposta à agência Lusa, fonte do Hospital Fernando da Fonseca (HFF), designado também por Hospital Amadora-Sintra, disse que estão esta sexta-feira em internamento 199 doentes infetados pelo novo coronavírus SARS-COV-2, "dos quais 36 estão internados nas UCI (de um total de 42 camas disponíveis)".
"No final do dia 26 de janeiro, o HFF registou 385 doentes covid internados, o seu máximo", revelou fonte hospitalar, indicando que esse pico representa uma taxa de esforço covid de 62% da totalidade das camas disponíveis deste hospital, que serve uma população de mais de 600.000 pessoas.
Há duas semanas, este hospital teve, em 03 de fevereiro, 368 doentes internados, dos quais 350 no HFF e 18 na enfermaria HFF que foi operada exclusivamente pelos seus profissionais no Hospital da Luz, em Lisboa.
"O pico de doentes internados nas UCI deste hospital foi registado esta semana, nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro, com a lotação máxima de 42 pacientes em estado crítico", revelou fonte hospitalar, lembrando que o plano de contingência do HFF previa, no seu nível máximo, que a capacidade de UCI era de 12 camas dedicadas a doentes covid, pelo que neste momento a situação está a "350% do nível máximo".
Neste âmbito, o aumento da oferta de camas de cuidados intensivos "só foi possível pela construção em tempo recorde de 62 dias de uma nova unidade UCI", que entrou em funcionamento exclusivo para doentes covid na segunda quinzena de janeiro.
"Para o combate à terceira vaga covid estão alocados recursos humanos de todas as especialidades, com grande enfoque para a capacidade aumentada de UCI que temos neste momento de médicos cirurgiões e enfermeiros de bloco operatório", realçou fonte do Hospital Amadora-Sintra.
Desde o início da pandemia, em março de 2020, e até 11 fevereiro deste ano, o HFF atendeu na urgência 30.168 episódios covid-19 e admitiu 2.774 doentes em enfermaria.
Relativamente à capacidade de resposta a doentes infetados pelo SARS-CoV-2, o Hospital Amadora-Sintra dispõe, atualmente, de nove enfermarias covid abertas, com 270 camas e uma enfermaria de contenção, informou fonte hospitalar, referindo que "é 225% acima do nível III do plano de contingência do HFF (o pior cenário do plano, que previa um máximo de 120 camas dedicadas)".
No pico da terceira vaga da pandemia, registado na última semana de janeiro e primeira semana de fevereiro, o HFF reconverteu várias enfermarias do hospital em enfermarias covid-19 e "chegou a ter 330 camas abertas".
A Lusa questionou o HFF sobre o retomar da atividade programa, que foi suspensa devido à terceira vaga da pandemia, mas aguarda ainda resposta.
O Hospital Amadora-Sintra manteve em funcionamento "três salas operatórias para realização de cirurgia emergente e urgente, cirurgia muito prioritária e prioritária, nomeadamente a oncológica e cirurgias de traumatologia".
Entre outubro e dezembro, o HFF realizou 500 cirurgias das especialidades que tinham maior lista de espera, inclusive cirurgia geral e otorrinolaringologia, em que os procedimentos foram efetuados pelos cirurgiões deste hospital nas instalações do privado Trofa Saúde Amadora, com recurso aos seus enfermeiros.
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