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Hospital cobra 25 mil euros a família de jovem forcado morto

Pedro Primo foi colhido por um touro na arena, em Cuba, e foi assistido no Hospital de Beja.

15 de abril de 2019 às 01:30

Foi com "grande revolta" que Conceição Cardeira foi confrontada com as despesas hospitalares do filho, que morreu a 6 de setembro de 2017 depois de ter sido colhido, quatro dias antes, numa corrida de touros, em Cuba.

Pedro Primo, forcado dos Amadores de Cuba, tinha 25 anos quando entrou na arena para a que havia de ser a sua última pega. Acabou por ser colhido por um touro quando efetuava uma pega de caras.

Foi transportado para o Hospital de Beja e, dois dias depois, transferido para o Hospital de Curry Cabral, em Lisboa, onde acabou por morrer, com lesões graves no fígado.

A família tem agora de pagar quase 25 mil euros à unidade hospitalar alentejana e não sabe como fazer face à despesa.

Desempregada e com dois filhos ainda a cargo, Conceição Cardeira lembra com mágoa que o Grupo de Forcados Amadores de Cuba lhe prometeu ajuda mas o apoio nunca chegou.

Diz também que o filho já tinha abandonado o conjunto e, por isso, não tinha seguro que cobrisse eventuais acidentes. "O meu filho nunca devia ter entrado naquela praça", conta a mãe ao Correio da Manhã

O Hospital de Beja explica ao CM que o caso está a "merecer a atenção" da administração, sem avançar mais pormenores. Já o grupo de forcados não respondeu aos esclarecimentos pedidos pelo CM

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