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Jorge Neto quer estar “de igual para igual”

O candidato a bastonário da Ordem dos Advogados, Jorge Neto, quer "dessacralizar a figura de bastonário" e reforçar a união da classe.

24 de novembro de 2013 às 14:19

Jorge Neto é um dos seis candidatos a bastonário da Ordem dos Advogados (OA). Confiante na sua eleição no próximo dia 29, o advogado e antigo secretário de Estado da Defesa e Antigos Combatentes abdica da remuneração para apoiar os jovens e fazer uma rutura radical com o passado da instituição.

"Vou dessacralizar a função do bastonário e falar com os advogados de igual para igual. Vou ser um bastonário não remunerado. São 150 mil euros por ano e esse valor é necessário para a OA, para os seus fins, tendo em conta a exiguidade dos recursos financeiros da OA. Tenciono designadamente apoiar os jovens. É óbvio que sendo não remunerado não estou em exclusivo, mas tenciono dedicar 99% do meu tempo à OA", garante Jorge Neto.

"Fora de fações ou sectarismos", Jorge Neto diz-se, aos 56 anos, um homem convicto de que a mudança só é possível através da união da classe, da política de proximidade e de uma atuação competente direcionada para os interesses da Ordem dos Advogados, e não contra ela.

"Sou contra restrições de natureza corporativa à entrada na Ordem ou à entrada na profissão. Comigo não haverá exames ‘à la carte'. Haverá apenas um exame final de agregação e haverá, isso sim, uma exigência do mestrado para quem tem a licenciatura em Direito no pós-Bolonha", conclui o candidato.

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