André Ventura considera que o País não pode estar sujeito a novo confinamento devido à pandemia.
O líder do Chega, André Ventura, considerou este sábado que Portugal não pode estar sujeito a um novo confinamento devido à pandemia da covid-19, alegando que a economia não vai resistir.
"Se voltarmos a fechar o país, a nossa economia vai morrer, o nosso desemprego vai explodir e nós temos de nos levantar para dizer que não aceitaremos isso e que lutaremos até ao fim contra isso, porque Portugal vale mais do que isso", afirmou.
O dirigente do Chega falava, este sábado à noite, em Angra do Heroísmo, num jantar comício, acompanhado pelos cabeças de lista do partido pelos círculos eleitorais das ilhas Terceira e São Miguel às eleições legislativas regionais dos Açores, que decorrem em 25 de outubro.
O Presidente da República admitiu na sexta-feira que podem ser tomadas medidas "mais restritivas" para evitar a propagação da covid-19, caso exista "um agravamento brutal" da situação, e pediu aos portugueses que respeitem o que for decidido.
"As pessoas têm que pensar que se isto arranca num galope, se há um agravamento brutal da situação, o que não desejamos, tudo o que tiver que ser decido, é decidido", assegurou Marcelo Rebelo de Sousa.
Há quatro dias que Portugal tem mais de 2.000 novos casos diários de infeção pelo novo coronavírus, que provoca a covid-19.
Segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), o país contabiliza pelo menos 2.162 mortos associados à covid-19 em 98.055 casos confirmados de infeção.
André Ventura criticou também a proposta do Orçamento de Estado, frisando que o apoio previsto para comércio e empresas da restauração e indústria, afetados pela crise provocada pela pandemia, "mais não vai trazer do que umas migalhas".
"Não vai haver dinheiro para os professores, para os polícias, para os bombeiros, para os funcionários públicos e as pensões, que anunciavam como uma grande atualização, só vão ser até 648 euros, que é o mesmo que dizer que a grande maioria ficará de fora", salientou.
No caso dos Açores, realçou também que "não vai haver mais dinheiro", nem para "construir uma nova prisão, que deveria estar construída há muito tempo".
"O mesmo orçamento que não tem mais dinheiro para os Açores, o mesmo orçamento que não tem dinheiro para os polícias, nem para os professores, que não tem dinheiro para os médicos, nem para reforçar o orçamento do Serviço Nacional de Saúde, cria com milhões do erário público um observatório para combater o racismo em Portugal", criticou.
André Ventura, único deputado do Chega à Assembleia da República, que será também candidato à Presidência da República, comentou ainda o estudo da Eurosondagem que o coloca em segundo lugar na corrida a Belém, com 11% das intenções de voto, mas disse não se mover por sondagens.
"Hoje, se vissem os jornais, diziam que subimos muito nas eleições presidenciais e que estamos em segundo. Pouco me importa. Não estamos aqui para estar em segundo", frisou.
"Talvez se salvasse pessoas no mar estivesse em primeiro ou se tirasse mais 'selfies' estivesse em primeiro, mas não estou. Também não mudo de calções à frente de câmaras de televisão e também não me isolo em casa com a simples suspeita de ter uma doença qualquer e depois apareço no telemóvel à noite a falar", acrescentou.
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