Sindicato dos Enfermeiros Portugueses exige conclusão de avaliação do desempenho para a progressão dos profissionais.
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) entregou esta quinta-feira um abaixo-assinado com mais de 600 assinaturas à ULS Lisboa Ocidental a exigir a contratação de enfermeiros e a conclusão do processo de avaliação do desempenho para a progressão dos profissionais.
Em declarações à agência Lusa, Isabel Barbosa, da direção regional do SEP de Lisboa, afirmou que o documento foi assinando por mais de 600 enfermeiros da ULS Lisboa Ocidental, que integra os hospitais São Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz, e 19 centros de saúde com 40 unidades funcionais.
No documento, os enfermeiros reivindicam a contratação de mais enfermeiros e a resolução de alguns problemas, nomeadamente a homologação da avaliação do desempenho de 2023/2024.
"A progressão dos enfermeiros está dependente da avaliação e, portanto, temos enfermeiros que já poderiam ter progredido no início de 2025 e que neste momento estão reféns deste atraso", disse a sindicalista.
Isabel Barbosa sublinhou que os profissionais interpretam esta situação "até como uma desvalorização do seu trabalho".
"Quando temos dificuldade em contratar na região de Lisboa, e nomeadamente nesta ULS, é incompreensível que não se resolvam estes problemas", defendeu, referindo que só na região de Lisboa e Vale do Tejo há 343 camas encerradas por falta de profissionais.
Segundo a dirigente sindical, a ULS Lisboa Ocidental tem "vários exemplos disso, nomeadamente nas medicinas e cirurgias".
O SEP salientou que "os cuidados de saúde da generalidade dos serviços são assegurados à custa do recurso às horas extraordinárias, à redução de elementos por turno, a elevados ritmos de trabalho e a horários violentos que comprometem a segurança dos cuidados e provocam a sobrecarga das equipas.
Sublinhou ainda que, o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (agora ULS) se encontra entre as 10 instituições do país com mais elevada concentração de horas extraordinárias e o recurso a prestação de serviços clínicos, entre 2018 e 2022.
"Aquilo que se exige é a valorização dos enfermeiros, é a regularização da avaliação do desempenho das progressões e dos respetivos retroativos, e o investimento no serviço público. Não é compreensível que isto não aconteça", reiterou Isabel Barbosa.
Desde fevereiro do ano passado que o SEP tem vindo a pedir uma reunião conjunto com o Conselho de Administração da ULS Lisboa Ocidental, mas ainda sem resposta.
Isabel Barbosa disse ainda que, caso não haja resposta às reivindicações, o SEP irá auscultar os profissionais e avançar "para aquilo que os enfermeiros entenderem".
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