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Microbiota intestinal pode revelar risco de desenvolver doença de Parkinson

Tanto doentes de Parkinson como pessoas saudáveis possuem uma composição distinta de micróbios intestinais, uma descoberta que pode abrir caminho para a deteção precoce da doença através de uma análise à microbiota intestinal.

20 de abril de 2026 às 18:58

Uma análise dos micróbios da flora intestinal permite saber se uma pessoa tem risco aumentado de desenvolver a doença de Parkinson, mesmo antes de qualquer sintoma, segundo um estudo da University College London (UCL), publicado na Nature Medicine.

Tanto doentes de Parkinson como pessoas saudáveis, mas com risco de desenvolver a doença, possuem uma composição distinta de micróbios intestinais, uma descoberta que pode abrir caminho para a deteção precoce da doença através de uma análise à microbiota intestinal.

Para chegar a este resultado, os investigadores desenvolveram um método inovador de estudo da microbiota intestinal, aplicado a 464 pessoas em Itália e no Reino Unido, entre as quais 271 doentes com Parkinson, 43 dos quais portadores da variante genética GBA1 que pode aumentar o risco de desenvolver a doença, e os restantes indivíduos saudáveis.

Os dados da flora intestinal desses pacientes foram comparados com os de outros três grupos nos Estados Unidos, Coreia do Sul e Turquia, num total de 638 pessoas com Parkinson e 319 participantes sem a doença.

Os investigadores descobriram que mais de um quarto dos micróbios que compõem a flora intestinal (compreendendo 176 espécies diferentes) apresentam diferenças de abundância quando comparados doentes de Parkinson e indivíduos saudáveis.

Alguns micróbios intestinais são mais comuns entre pessoas com a doença, enquanto outros são mais abundantes em participantes saudáveis.

As alterações na microbiota intestinal são 15 vezes mais graves nos estágios mais avançados da doença de Parkinson do que nos estágios iniciais, segundo os resultados.

Alterações semelhantes foram observadas no grupo de pessoas com predisposição genética, mas que não desenvolveram a doença, embora em menor grau do que nos pacientes diagnosticados.

"A composição da microbiota intestinal em pessoas com risco genético para a doença de Parkinson, mas sem sintomas, assemelha-se a um padrão intermédio entre indivíduos saudáveis e os doentes com Parkinson", afirmou um dos autores do estudo, Anthony Schapira.

No grupo de participantes sem predisposição genética, 20% daqueles com as alterações mais marcantes na flora intestinal apresentaram sinais clínicos mais semelhantes aos de pacientes com a doença, sugerindo que teriam um risco maior de desenvolver Parkinson.

Os resultados foram semelhantes para os grupos dos cinco países estudados.

A descoberta abre uma nova linha de investigação para identificar pessoas com risco de desenvolver Parkinson através de análise à flora intestinal, e também para estudar se alterações na população bacteriana podem reduzir o risco de desenvolver a doença, explicou o investigador.

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