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Correio da Manhã

Sociedade
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Ministério da Educação propõe terceiro período com apenas mês e meio

Proposta de calendário desequilibrado no próximo ano letivo,
Bernardo Esteves 21 de Maio de 2018 às 08:21
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O Ministério da Educação propôs um calendário escolar para o próximo ano letivo que acentua o desequilíbrio entre períodos. Os primeiro e segundo períodos terão cerca de três meses (setembro a dezembro; e janeiro a abril), enquanto o terceiro tem apenas um mês e meio (de meados de abril ao início de junho) para os anos com exames - 9º, 11º e 12º -e mais duas semanas para os restantes.

Para os diretores, o problema está na ligação entre o calendário escolar e o religioso. "O calendário escolar está refém do feriado móvel, o dia de Páscoa, que tanto calha em março como em abril. Como em 2019 a Páscoa é mais tarde [21 de abril] vamos ter um ‘mini’ terceiro período e dois ‘mega’ períodos", disse ao CM Filinto Lima, líder da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep). O terceiro período pode tornar-se quase irrelevante.

"Um aluno com nota 2 nos dois primeiros períodos já sabe que chumbou, porque não dá para recuperar, e outro que tenha 3 já sabe que passou. Em ambos os casos falta motivação no 3º período", disse o dirigente, que defende um ano letivo em dois semestres. "Haveria mais aprovações", disse. A Federação Nacional de Educação propôs a criação de um grupo de trabalho que consiga um "consenso nacional". ME e sindicatos de docentes discutem esta matéria dias 5 e 6 de junho.
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