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Mulheres sofrem mais com COVID longa

Mulheres têm carga de sintomas mais elevada e mais doenças associadas, sobretudo relacionadas com metabolismo, sistema neurológico e circulação.

09 de março de 2026 às 11:00

As mulheres com COVID longa têm uma carga de sintomas mais elevada e mais doenças associadas do que os homens. A explicação está nas diferenças no funcionamento do sistema imunitário: as mulheres revelam alterações em células imunitárias responsáveis pelo combate ao vírus, o que leva à persistência dos sintomas e uma maior vulnerabilidade a problemas neurológicos. Já os homens apresentam níveis mais elevados de inflamação generalizada.

Estas são as principais conclusões de um estudo da Nova Medical School, a faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, divulgado esta terça-feira. No estudo, liderado por Helena Soares, professora e investigadora principal, foram acompanhadas 34 pessoas com COVID longa, com sintomas persistentes entre 9 meses e 5 anos após a infeção, e outros 26 indivíduos também infetados, mas sem sintomas.

Todas as pessoas foram 'recrutadas' na USF Cuidar Saúde, do Seixal. "Os resultados mostram que as mulheres apresentam uma carga de sintomas mais elevada do que os homens, sobretudo fadiga persistente, dificuldades de concentração e problemas de memória. Estes sintomas tendem também a agravar-se com a idade e com a duração da doença. As mulheres apresentaram também mais doenças associadas, em particular relacionadas com metabolismo, sistema neurológico e circulação, o que pode contribuir para a persistência dos sintomas. As queixas nos homens são, sobretudo, músculo-esqueléticas e algumas gastrointestinais", refere a instituição.

“A COVID longa não afeta homens e mulheres da mesma forma. Identificar estas diferenças é um passo importante para compreender os mecanismos da doença e desenvolver abordagens mais eficazes e adaptadas ao perfil de cada doente”, afirma Helena Soares. No estudo, mais de metade dos participantes relataram dificuldades nas atividades do dia a dia e no trabalho. A Organização Mundial da Saúde estima que 65 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de COVID longa. 

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