Virgílio Antunes elogiou a direção cessante, em que foi vice-presidente, considerando que "não pode haver uma Conferência Episcopal ou uma Igreja em Portugal e no mundo que esteja alheia às questões da própria igreja e da sociedade".
O novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) afirmou esta terça-feira que terá uma linha de continuidade em relação à direção cessante, mantendo a atenção da Igreja às "questões fraturantes dentro da sociedade portuguesa".
Numa mensagem distribuída pela CEP, Virgílio Antunes elogiou a direção cessante, em que foi vice-presidente, considerando que "não pode haver uma Conferência Episcopal ou uma Igreja em Portugal e no mundo que esteja alheia às questões da própria igreja e da sociedade".
A direção anterior, liderada por José Ornelas, "fez um trabalho que eu considero muito meritório, porque procurou desenvolver essa harmonia e entre os bispos e dentro da Igreja em Portugal" e dar atenção a "dossiês importantes", como a evangelização, coesão, liturgia e a "questão dos abusos sexuais e proteção de menores".
"Há um conjunto de dossiês do nosso tempo" que são "questões fraturantes dentro da sociedade portuguesa" e "questões da sociedade atual como são as guerras ou os problemas que existem em tantas áreas", afirmou o também bispo de Coimbra.
"Os meus amigos e irmãos bispos decidiram por meio da votação prevista para esta manhã eleger-me como presidente da Conferência Episcopal Portuguesa" e este é "um cargo que se assume, dentro da Igreja na continuidade que é o nosso serviço".
"Na Igreja não há dossiês fechados e alguns deles têm a premência da continuidade e do aprofundamento", afirmou o prelado, recordando que caberá aos bispos "definir os caminhos a percorrer" perante os desafios da sociedade.
"Estamos cá todos unidos para isso", no seguimento da própria ação do Papa Leão XIV, que "já nos deu o testemunho de presença, da necessidade de declarações, conhecimento da realidade e uma voz carregada de energia do evangelho".
Virgílio Antunes saudou também os "irmãos católicos portugueses, mas de uma forma muito geral a toda a sociedade portuguesa, dizendo que a conferência episcopal vai continuar determinada a levar por diante os seus objetivos de uma forma atenta, livre e aberta à colaboração e perspetiva de todos, umas vezes mais favoráveis e outras vezes menos favoráveis".
Virgílio Antunes terá como número dois o arcebispo de Braga. José Manuel Cordeiro. Como vogais do Conselho Permanente, a Assembleia elegeu António Azevedo (Vila Real), António Moiteiro Ramos (Aveiro), Armando Esteves Domingues (Angra) e José Traquina (Santarém), num órgão que integra também o patriarca de Lisboa, Rui Valério, por inerência.
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