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Correio da Manhã

Sociedade

OMS quer reduzir 25% de doenças como cancro e diabetes

A Organização Mundial de Saúde quer reduzir em 25 por cento a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis, como o cancro e a diabetes, até 2025, um compromisso que saiu do encontro anual do organismo, que terminou no sábado.
27 de Maio de 2012 às 15:39
OMS quer reduzir em 25%, até 2025,a mortalidade prematura de doenças não transmissíveis como a diabetes (foto de arquivo)
OMS quer reduzir em 25%, até 2025,a mortalidade prematura de doenças não transmissíveis como a diabetes (foto de arquivo) FOTO: d.r.

Após seis dias de discussão na Assembleia Mundial de Saúde, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) realiza anualmente em Genebra, na Suíça, os delegados dos 194 países membros adoptaram 21 resoluções e três decisões.

De acordo com as conclusões do encontro, "os Estados membros concordaram em adoptar uma meta global de redução de 25 por cento na mortalidade prematura por doenças não transmissíveis, como doenças cardiovasculares, cancro, diabetes e doenças respiratórias crónicas, em 2025".

A OMS pretende envolver neste combate outros sectores fora da Saúde, "para evitar mortes prematuras e reduzir a exposição a factores de risco, como o uso do tabaco, o uso nocivo de álcool, dieta não saudável e sedentarismo".

Os Estados membros aprovaram um relatório sobre os progressos das metas da Saúde até 2015 estabelecidas nos Objectivos do Milénio, embora tenham reconhecido que ainda há muito para fazer nos próximos três anos.

Como desafios da organização, a directora-geral da OMS, Margaret Chan, reeleita nesta Assembleia, destacou ainda "a saúde do idoso, a saúde materno-infantil, a sub e a sobrenutrição, a erradicação da poliomielite e as exigências da saúde durante as emergências humanitárias".

Vários Estados apoiaram o conceito de cobertura universal da saúde, que "deve ser uma das principais prioridades dos projectos de desenvolvimento [dos países], porque sem saúde nenhum desenvolvimento é possível", afirmou o presidente eleito da Assembleia Mundial da Saúde, Thérèse N'Dri-Yoman, também ministro da Saúde da Costa do Marfim.

Muitos dos participantes pediram à OMS para continuar com políticas de educação sexual e de sensibilização para o problema do casamento precoce e da gravidez na adolescência.

 


Outra das resoluções pede aos países que incentivem o envelhecimento ativo e saudável, com medidas que levem à participação dos idosos na sociedade.

Os países reconheceram a necessidade de uma resposta global e coordenada para enfrentar os transtornos mentais de saúde, incluindo a redução do estigma e da discriminação, a reintegração de pacientes no trabalho e na sociedade, o apoio aos prestadores de cuidados e às famílias e a necessidade de a saúde mental constar dos orçamentos.

Os delegados reconheceram que a erradicação da poliomielite é uma emergência, e que é necessário mais financiamento para acabar com a doença.

Os países reafirmaram ainda o papel central que a organização tem em respostas humanitárias e reconheceram a necessidade de alocarem "recursos suficientes para as actividades do sector de saúde durante emergências humanitárias".

A OMS mostrou-se também preocupada com a "ameaça significativa" dos medicamentos contrafeitos, muitas vezes vendidos através da internet, e aprovou um projecto de resolução que propõe a cooperação internacional contra produtos médicos falsamente rotulados, falsificados ou contrafeitos, uma medida que mereceu também o apoio de representantes de Organizações Não Governamentais e do sector farmacêutico.

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