Solução para aliviar o trânsito provocado pelo corte na A1 transformou duas vias em três no sentido norte-sul.
A oposição na Câmara de Coimbra alertou, esta segunda-feira, para riscos de segurança no tabuleiro do IC2 do açude-ponte solução provisória que transformou duas vias em três no sentido norte-sul, para aliviar o trânsito provocado pelo corte na A1.
A Infraestruturas de Portugal transformou recentemente as duas vias no sentido norte-sul do IC2 do açude-ponte em Coimbra em três, por forma a eliminar os constrangimentos na saída da cidade através do tabuleiro, via Casa do Sal.
Ao passar a ter uma terceira via com o encurtamento da berma e das outras duas vias, a solução procura evitar o engarrafamento regular na saída da Casa do Sal e que se intensificou com o aumento do tráfego no IC2 face ao fecho da A1 entre os nós de Coimbra Sul e Coimbra Norte, depois de um troço ter desabado após rebentamento de um dique no rio Mondego.
Esta segunda-feira, a vereadora da coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/IL/CDS-PP/Nós, Cidadãos!/PPM/MPT/Volt) Ana Bastos considerou que a solução adotada, apesar de atenuar alguma pressão sobre o tráfego local, reduz a capacidade do IC2 para suportar o aumento de tráfego vindo da A1 (cortada entre os nós Coimbra Norte e Coimbra Sul) e cria "problemas de segurança".
Segundo a vereadora na oposição e especialista em mobilidade, a transformação de duas vias de rodagem no sentido norte-sul em três já tinha sido analisada no anterior mandato, em que teve a pasta dos transportes, mas não foi avançada por falta de condições de segurança.
A largura disponível neste momento é de "perto de três metros", quando o valor normativo para a rede de itinerários complementares é de, no mínimo, 3,75 metros, notou, recordando que passam diariamente 45 mil veículos por aquele tabuleiro, 15% dos quais veículos pesados.
"É tecnicamente evidente que a redução da largura das vias implica a redução da velocidade de circulação e, por inerência, redução da capacidade efetiva. Se por um lado aumentamos a capacidade ao acrescentar uma via, por outro lado estamos a reduzi-la ao diminuir as condições de escoamento. O balanço é, portanto, pouco significativo do ponto de vista funcional, e potencialmente negativo do ponto de vista da segurança", vincou Ana Bastos.
A vereadora notou ainda que não foi imposta ainda qualquer redução de velocidade que se situa em 80 quilómetros por hora (km/h).
A vereadora realçou ainda que "qualquer solução que se implemente mitiga, mas não resolve os problemas de fluidez" daquele tabuleiro, reafirmando a necessidade de uma outra ponte sobre o Mondego.
Já a presidente da Câmara, Ana Abrunhosa (PS/Livre/PAN), assumiu alguma surpresa por a velocidade se manter, tendo tido indicação, durante a reunião, de que a Infraestruturas de Portugal iria proceder a sinalização de redução de velocidade.
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