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Correio da Manhã

Sociedade
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Portuguesa descobre método de diagnóstico precoce do cancro do pâncreas

Esta doença pode ser detetada com uma análise ao sangue.
24 de Junho de 2015 às 21:37
Sónia Melo liderou o estudo no Instituto de Patologia Molecular e Imunologia da Universidade do Porto
Sónia Melo liderou o estudo no Instituto de Patologia Molecular e Imunologia da Universidade do Porto FOTO: João Miguel Rodrigues 
Uma investigadora portuguesa descobriu um novo método de diagnóstico precoce e não invasivo do cancro do pâncreas através de uma análise ao sangue, revela um estudo publicado esta quarta-feira.

O estudo, publicado na revista Nature, demonstra que a presença de uma determinada proteína no sangue está relacionada com lesões malignas no pâncreas "e que não são detetáveis por ressonância magnética", refere nota do Ipatimup (Instituto de Patologia Molecular e Imunologia da Universidade do Porto).

Liderada por Sónia Melo, a investigação demonstrou que as células tumorais do pâncreas produzem exossomas (nano-vesículas) com uma proteína específica - GPC1 - que podem ser detetados numa análise ao sangue. Os investigadores demonstraram ainda haver uma relação entre a existência daquela proteína no sangue e a presença de lesões pancreáticas iniciais não detetáveis em ressonância.

A investigadora do Ipatimut "descobriu que a presença de exossomas com esta proteína no sangue permite distinguir indivíduos sem doença ou com doença benigna do pâncreas, de doentes com cancro do pâncreas", acrescenta.

O estudo mostra assim que "a deteção de exossomas com a proteína GPC1, que circulam no sangue de pacientes com cancro do pâncreas, pode ser utilizada como uma ferramenta de diagnóstico não invasiva e como uma ferramenta para detetar fases iniciais de cancro do pâncreas", conclui o Ipatimup.
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