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PSP chamada à AIMA no Porto por ajuntamento causado por encerramento do serviço

Autoridades referem terem sido acionadas por se encontrarem mais pessoas do que o habitual junto às instalações mas não existiu registo de desordem.

01 de abril de 2026 às 12:30

A PSP foi esta quarta-feira chamada ao Centro de Atendimento da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) no Porto devido a um "ajuntamento com cerca de 60 pessoas" causado pelo encerramento daquele serviço, confirmou a Lusa no local.

Segundo relatou à Lusa, pelas 10:40, uma das pessoas que esperava ser atendida, a porta de acesso ao edifício onde funciona aquele balcão da AIMA "continuava fechada" mais de uma hora depois da hora de abertura, o que "fez com que se juntasse uma multidão" no passeio.

"O pessoal estava tranquilo, mas sem perceber o porquê de a porta estar fechada. Só queríamos uma explicação e não havia aqui ninguém", disse António Carú, cidadão brasileiro que veio "de propósito" de Lisboa para ser atendido naquele balcão.

Para aquele utente, "é chato porque tem custos e há sempre alguma coisa, nunca se consegue fazer tudo de uma vez".

Também Kyrol Melnik, cidadão ucraniano, se queixou da "falta de organização" do serviço: "São muito simpáticos mas é muito difícil conseguir atendimento e depois chegamos aqui e a porta está fechada", disse.

À Lusa, no local, a PSP explicou que foi chamada "porque havia um ajuntamento de pessoas, como eram muitas e o passeio é estreito, estavam a ocupar a via publica, foi só por isso que fomos chamados".

"Não tivemos nenhum relato de qualquer confusão, escaramuça, ou qualquer problema", afirmou.

Pelas 10:30 foi afixado na porta de acesso ao edifício um aviso que dava conta que, "por razões de força maior", o serviço se encontrava encerrado.

"Para mim que sou brasileiro, está tudo bem, mas a maior parte das pessoas que está aqui não entende porque só está em português", comento António Gadú.

Fonte do Comando Metropolitano da PSP do Porto confirmou à Lusa que foram chamados ao local por se terá juntado, à porta das instalações, "mais gente que o habitual", mas "sem registo de desordem".

"Não sabemos o que levou ao encerramento. E a informação que temos é que as instalações deverão abrir em breve", disse a mesma fonte.

Às 11:00 já se encontravam menos de 10 pessoas no local.

A agência Lusa contactou a AIMA via 'email' e aguarda resposta.

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