MAI considera "estar a corresponder" às necessidades.
A PSP do Porto foi esta quarta-feira reforçada com 136 agentes policiais que vão trabalhar de forma "pendular", ou seja, exercendo funções no aeroporto e nas restantes valências, explicou o ministro da Administração Interna.
"Este reforço enquadra-se no objetivo da PSP de, a partir do dia 29 deste mês, começar a assumir responsabilidades de supervisão, controlo e regulação da fronteira aérea, nomeadamente no aeroporto do Porto. Eles serão capacitados para fazerem, digamos, movimento pendular, ou seja, tanto apoio ao aeroporto, como apoio ao comando metropolitano", afirmou José Luís Carneiro aos jornalistas, no final da tomada de posse do novo comandante da PSP do Porto.
Os novos agentes serão mobilizados em função das necessidades e prioridades, vincou o governante, sem avançar quantos deles estarão afetos à segurança no aeroporto e às restantes unidades.
Além deste reforço na PSP, também a Polícia Municipal do Porto recebeu mais 20 novos operacionais, aumentando, assim, o policiamento de visibilidade e proximidade, acrescentou.
Na segunda-feira à noite, a Assembleia Municipal do Porto aprovou, por maioria, instar o Ministério da Administração Interna a reforçar o número de efetivos da PSP e Polícia Municipal para atenuar a perceção de insegurança "que prevalece entre a população".
"Eu diria que o Ministério da Administração Interna não podia ser mais eficaz, porque temos acompanhado as necessidades que o Comando Metropolitano tem colocado, como também os autarcas desta região", disse.
O ministro considerou "estar a corresponder" às necessidades, recordando que, além deste reforço, em outubro de 2022 a PSP do Porto recebeu mais 180 polícias.
"Nós, felizmente, vivemos num país que está entre os mais pacíficos e seguros do mundo", sublinhou, acrescentando que na Área Metropolitana do Porto existe hoje, comparativamente a 2013, menos 11% de criminalidade geral participada e menos 20% na criminalidade grave participada.
Em contrapartida, há um domínio que tem vindo a aumentar e que exige um policiamento de proximidade e uma atenção muito especial das polícias relacionada com o tráfico e o consumo de droga, frisou.
Mas, nessa matéria, José Luís Carneiro considerou que há questões relacionadas com a saúde pública e que implicam o envolvimento das autoridades de saúde, de segurança social e dos serviços municipais.
"Porque são pessoas que, dado o seu nível de dependência e os seus comportamentos aditivos, requerem uma resposta estruturada e duradoura", frisou.
O problema do tráfico e consumo de droga é "complexo" e exige um nível de informação e de sensibilização da opinião pública e um trabalho de parceria e de cooperação entre forças e serviços da administração interna, concluiu.
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