Desde que o Governo ‘desconfinou’ as praias, já morreram 4 pessoas e 29 foram hospitalizadas.
Desde que o Governo ‘desconfinou’ as praias, a 18 de maio, após estados de emergência e calamidade, permitindo banhos de mar e sol, já morreram quatro pessoas afogadas. Pelo menos outras 212 foram salvas do mar - por meios da Autoridade Marítima ou populares, principalmente surfistas - e, dessas, 29 foram hospitalizadas.
Duas semanas "muito preocupantes", admitiu ao CM fonte oficial, em que, fruto do atraso no início da época balnear (devido à pandemia de Covid-19), o dispositivo de nadadores-salvadores a cargo dos concessionários não esteve nos areais.
A previsão de um verão "muito complicado", com as novas regras de distanciamento nos areais e organização dos acessos, obrigou a Autoridade Marítima a reforçar o seu dispositivo para quase 800 elementos. Este ano serão 169 (mais do dobro dos habituais 80) os militares da Marinha que vão ter missão de sensibilizar os banhistas, principalmente os que optarem por ‘fugir’ para praias sem vigilância. No total, divididos em três períodos, serão 399 os militares (principalmente fuzileiros) em vigilância apeada e outros 94 em carrinhas todo-o-terreno.
O planeamento anunciado prevê 452 elementos da Polícia Marítima, os únicos de todo o dispositivo que vão ter poderes de polícia para penalizar quem estiver a incumprir com as regras impostas para impedir o contágio pela Covid-19 - como o distanciamento de 1,5 metros entre banhistas (exceção a pessoas do mesmo grupo) e de 3 metros entre toldos e chapéus. As estações salva-vidas vão contribuir com os seus 121 elementos para sensibilização.
Salvamentos sem ‘boca a boca’ e com máscara
O Instituto de Socorros a Náufragos deu uma orientação técnica para que os nadadores-salvadores não realizem a manobra de ‘boca a boca’ em vítimas, devido ao risco da Covid-19, substituindo-a por um insuflador manual. Os salvamentos serão com máscara de mergulho e sem contacto com a vítima. No areal, socorro será com máscara, bata e luvas.
SAIBA MAIS
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nadadores-salvadores com certificação válida, após o Instituto de Socorros a Náufragos ter prorrogado a validade dos que iriam caducar - porque a Covid-19 veio suspender os cursos e as provas.
Praias encerradas
A lei para esta época balnear prevê que, em caso de incumprimento reiterado (da lotação definida, por exemplo), as praias possam vir a ser encerradas pelas autoridades.
Tecnologia
A Autoridade Marítima desenvolveu uma "ferramenta de comando e controlo para apoio à decisão do capitão do porto e comandante local da Polícia Marítima", anunciou.
Falta de pessoal
As associações de nadadores-salvadores temem que não existam suficientes, devido à interrupção de cursos e ao facto de muitos, universitários, estarem ainda em exames.
45 mortos em 1989
Em 1989 morreram 45 pessoas nas praias. Em 2006 foram salvas 1841 em zonas vigiadas.
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