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"Que a chaga da corrupção seja curada por uma nova cultura de justiça": Papa falou em Angola e pediu um país sem divisões

Leão XIV, em Angola, pediu a construção de um país sem ódio e violência, para um futuro de esperança para os mais jovens.

20 de abril de 2026 às 01:30

Angola, "país belíssimo e ferido, que tem fome de esperança, de paz, de fraternidade”, deve existir sem divisões, ódio e violência. O apelo do papa Leão XIV foi feito em Kilamba, província de Luanda, onde celebrou missa para 600 mil fiéis. “Ao longo do caminho, a conversa dos dois discípulos, que recordam com desânimo o que aconteceu ao seu mestre, traz à memória a dor que marcou o vosso país. Uma longa guerra civil, com o seu rasto de inimizades e divisões, de recursos desperdiçados e de pobreza". 

Segundo Leão XIV, “quando durante muito tempo se permanece imerso numa história tão marcada pela dor, corre-se o mesmo risco dos dois discípulos de Emaús - perder a esperança e ficar paralisado pelo desânimo”. Por isso, Angola precisa de bispos, sacerdotes, missionários, religiosas e religiosos, leigas e leigos, pois os angolanos continuam a sofrer com “problemas sociais e económicos, com diversas formas de pobreza”, sendo necessária “uma Igreja que saiba estar próxima e saiba ouvir o clamor dos seus filhos”.

“Unidos ao único Senhor, também podemos e queremos construir um país onde as antigas divisões sejam superadas para sempre, onde o ódio e a violência desapareçam, onde a chaga da corrupção seja curada por uma nova cultura de justiça e partilha.” “Só assim será possível um futuro de esperança, sobretudo para os jovens que a perderam.”

Apoteose

Leão XIV, sempre acompanhado de seguranças, desfilou no papamóvel por entre milhares de fiéis antes da missa campal em Kllamba, cidade inaugurada em 2011. 

Papa pede nova cultura de justiça em Angola
Leão XIV, sempre acompanhado de seguranças, desfilou no papamóvel por entre milhares de fiéis antes da missa campal em Kllamba, cidade inaugurada em 2011 FOTO: Direitos Reservados

Cor

600 mil esperaram horas para assistir à missa campal em Kllamba, cujo nome significa "bravura". É também o nome de guerra do 1.º Presidente angolano, Agostinho Neto. 

Papa pede cultura de justiça em Angola, sem divisões, para curar a corrupção.
600 mil esperaram horas para assistir à missa campal em Kllamba, cujo nome significa "bravura". É também o nome de guerra do 1.º Presidente angolano, Agostinho Neto

Muxima

Após a missa campal, o Papa participou no Santuário da Muxima, província de ícolo e Bengo, no ato de recitação do terço, perante milhares de fiéis oriundos de todo o país. 

Pessoas reunidas em Angola ouvem apelo do Papa por justiça e união.
Após a missa campal, o Papa participou no Santuário da Muxima, província de ícolo e Bengo, no ato de recitação do terço, perante milhares de fiéis oriundos de todo o país. FOTO: Direitos Reservados

Romaria 

No Santuário da Muxima, a romaria começou na sexta-feira e muitos angolanos dormiram em tendas, à espera do Sumo Pontífice. 

Papa pede cultura de justiça em Angola, país sem divisões
No Santuário da Muxima, a romaria começou na sexta-feira e muitos angolanos dormiram em tendas, à espera do Sumo Pontífice. FOTO: Direitos Reservados

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