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Correio da Manhã

Sociedade
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Queixas sobre ratos na estação Roma/Areeiro

Roedores entram dentro das lojas.
1 de Março de 2016 às 15:26
Rato
Rato FOTO: Getty Images

Passageiros e funcionários das lojas na estação ferroviária Roma/Areeiro, em Lisboa, queixam-se da falta de condições do local, que está sem casas de banho há dois meses e enfrenta uma situação de propagação de ratos.

A trabalhar naquela estação há dez anos, Ana Brito disse à agência Lusa que já teve problemas de saúde, porque a Infraestruturas de Portugal (IP), que gere o local, fechou as casas de banho no final de 2015. "Às vezes, pedimos aos seguranças para ir à [casa de banho] deles, mas é chato, porque eles vestem-se lá e nem sempre estão aqui quando precisamos e temos de esperar. Também não queremos estar sempre a pedir. É incomodativo para ambas as partes", afirmou.

A opção é ir a um estabelecimento comercial fora da estação "e consumir" para poder ir à casa de banho. Quanto ao problema dos ratos, Ana Brito disse à Lusa que há três meses começaram a aparecer nos corredores e dentro das lojas vazias.

"Andam mesmo aqui. Por isso, é que temos a porta fechada. Para evitar que entrem", afirmou. Antónia Santos frequenta aquela estação "todos os dias da semana" e lamenta a decisão da IP.

"Agora, a casa de banho são os elevadores. Lamento pelas senhoras da limpeza. Às cinco da manhã, já cheira mal nos elevadores. As pessoas fazem tudo lá!", frisou. Além dos elevadores, os dois canteiros e a zona exterior da estação junto às casas de banho são também utilizados por algumas pessoas, disse à Lusa a gerente do café da estação, que tem também uma esplanada.

"As pessoas fazem [as necessidades fisiológicas] em todo o lado. Todos os dias de manhã temos de lavar o chão da esplanada com lixívia. Além disso, somos prejudicados porque as pessoas vêm almoçar e quando se apercebem que não há casas de banho optam por ir para outro lado", frisou.

Afirmando que o seu patrão já enviou vários emails para a IP, a gerente disse que "as respostas são zero". "A IP preocupa-se é em receber rendas altas. Não fazem nada. Além das casas de banho e dos ratos que andam por aqui, há uma saída que está fechada há, pelo menos, dois meses sem qualquer aviso. Por dentro tem uma fita a impedir o acesso, que teve de ser posta pelos seguranças", disse a responsável, acrescentando: "esta estação está uma vergonha".

Para Marília Esperança, que trabalha naquela estação há dez anos, a opção é "beber menos água" e "aguentar o máximo".

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