Intervenção "será obrigatoriamente faseada para acautelar a prestação de cuidados de saúde", explica o presidente do conselho de administração hospitalar.
O programa funcional para a requalificação do Hospital de Ponta Delgada, a maior unidade de saúde dos Açores, "está alinhado com as necessidades da região para os próximos 25 anos", projetando uma infraestrutura "resiliente" e moderna, segundo a administração.
"O projeto reflete a visão dos nossos serviços e corrige o estrangulamento histórico de espaço do atual edifício, que prejudicava a operacionalidade. Capitalizámos a experiência passada para projetar uma infraestrutura resiliente, moderna e adequada à dinâmica da medicina contemporânea", afirmou o presidente do conselho de administração do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), Carlos Pinto Lopes, em entrevista à agência Lusa.
Em 04 de maio de 2024, o maior hospital dos Açores foi afetado por um incêndio que obrigou à transferência de todos os doentes para outras unidades de saúde da região, da Madeira e do continente, tendo sido construído um hospital modular junto ao edifício do HDES para assegurar a resposta dos cuidados de saúde.
O edifício do Hospital do Divino Espírito Santo será alvo de obras de recuperação e modernização.
Na quinta-feira, a secretária regional da Saúde, Mónica Seidi, revelou que o Governo Regional dos Açores já recebeu o programa funcional reformulado do futuro HDES, que prevê a requalificação da atual infraestrutura e a sua ampliação.
O presidente do conselho de administração do HDES, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, explicou à Lusa que o programa funcional para o hospital foi desenvolvido "em três fases", tendo a instituição "colaborado em todas elas".
Segundo o responsável, o programa, contratado pela Direção Regional da Saúde, constitui apenas a primeira etapa, a que se seguirá o programa preliminar, que definirá aspetos técnicos essenciais como topografia, infraestruturas e orçamentação e o arranque das obras dependerá depois do modelo de contratação pública adotado e da conclusão do projeto de execução.
"Tratando-se de um projeto desta envergadura, o cronograma é influenciado pela complexidade jurídica e pela possibilidade de litigância associada aos concursos públicos. Fixar prazos sem o programa preliminar seria especulativo. Contudo, a obra será lançada mediante um procedimento de contratação pública adequado (concurso público internacional) assim que o projeto de execução esteja concluído", explicou.
Carlos Pinto Lopes referiu que a intervenção "será obrigatoriamente faseada para acautelar a prestação de cuidados de saúde".
Segundo o responsável, prevê-se que os trabalhos comecem pelas áreas atualmente desativadas, nomeadamente o Serviço de Urgência e as estruturas dependentes, permitindo acelerar "a recuperação da plena capacidade do hospital".
O Bloco Operatório surge como "uma prioridade, dada a sua ligação funcional à Urgência".
"O arranque [das obras] depende da agilização dos processos administrativos e concursais. Estamos a trabalhar para que o início da obra ocorra com a brevidade que a situação exige", acrescentou Carlos Pinto Lopes, à Lusa.
O responsável disse também que, durante as obras, o hospital modular terá um papel central, pois "permitirá manter a atividade operacional e servirá de fiel depositário para os serviços que necessitem de ser deslocados" durante as fases da intervenção.
No futuro, este espaço "será a sede definitiva das áreas de ambulatório e hospitais de dia, otimizando os circuitos do hospital principal", adiantou.
Paralelamente, estão em curso medidas transitórias, como a reabilitação da Cirurgia de Ambulatório, que será dotada de duas salas, recobro e circuito próprio, e um plano de investimentos na manutenção e segurança das condições operativas do edifício atual, segundo revelou.
Estas medidas são também acompanhadas por um novo modelo de governação, que o conselho de administração pretende implementar até ao final de 2026.
"O objetivo é deixar uma estrutura organizacional robusta, profissionalizada e capaz de responder aos desafios do Serviço Regional de Saúde, independentemente de quem assuma funções futuras", sublinhou o responsável.
O foco deste novo modelo de governação passa também por aumentar a eficiência, a criação de valor, otimizar recursos e garantir uma gestão sustentável, com "um controlo rigoroso de custos, nomeadamente na contratação pública, na gestão de compras, nos 'stocks' de farmácia e no aprovisionamento do Bloco Operatório", visando "a melhor aplicação dos recursos públicos sem comprometer a atividade assistencial", destacou.
"Esta reforma de governação garante que o futuro HDES terá uma gestão moderna e sustentável, evitando a reprodução de erros do passado", vincou Carlos Pinto Lopes.
O administrador referiu que, embora a estrutura atual assegure a prestação de cuidados de saúde, "é urgente avançar" para a requalificação.
"Não podemos estar a adiar obras", afirmou o presidente do conselho de administração do HDES, indicando que o novo edifício cumprirá "requisitos rigorosos", incluindo quartos individuais ou duplos equipados com instalações sanitárias próprias, "eliminando as enfermarias de grande lotação".
"O desenho funcional privilegiará a proximidade e a segurança, com impacto direto na qualidade da experiência do utente", realçou.
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