page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Sindicato alerta para fraglidades no controlo de fronteiras no aeroporto de Ponta Delgada

Estrutura sindical sustenta que a situação "era previsível há pelo menos seis meses".

10 de abril de 2026 às 11:54

O Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP) alertou esta sexta-feira para um "cenário grave" no controlo de fronteiras no aeroporto de Ponta Delgada, nos Açores, após a saída de oito inspetores da PJ, que asseguravam funções com a PSP.

"A saída de oito inspetores da Polícia Judiciária (PJ), que asseguravam funções de controlo de fronteiras, em colaboração com a Polícia de Segurança Pública (PSP), no aeroporto de Ponta Delgada, veio revelar um cenário grave", segundo o SIAP.

Em comunicado, a estrutura sindical sustenta que a situação "era previsível há pelo menos seis meses", mas "não foi acautelada pela Direção Nacional da PSP ou por quem a tutela".

"Não são apenas oito elementos que saem, é uma fronteira que fica em risco operacional", alerta o SIAP.

Apesar da existência de polícias com formação específica para o controlo de fronteiras, já preparados para colocação, o sindicato sustenta que "a escassez de efetivos na PSP impede a necessária reorganização de recursos" para esta missão.

O sindicato denuncia ainda que "não foi colocado um único polícia para colmatar esta lacuna, mantendo-se a prioridade em Lisboa, Porto e Faro, enquanto os Açores continuam a ser deixados para segundo plano, com a complacência do Governo Regional dos Açores".

O SIAP acusa o executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) de não ter cumprido "o que prometeu em plena campanha eleitoral" de reforço de efetivos, nem ter exigido soluções "após as eleições".

Paralelamente, o SIAP denuncia alegados problemas com a introdução de um novo sistema informático implementado no controlo de fronteiras, que se revelou "ineficaz" e "repleto de erros e com um processamento demasiado lento por passageiro", o que resultou "num aumento dos tempos de controlo".

"A falta de polícias só agravará esta situação, com o inevitável aumento de espera, constrangimentos na operação aérea e passageiros retidos nas aeronaves (fruto de uma área internacional desadequada ao fluxo atual), com impacto direto na atratividade turística da Região, já fragilizada pela saída e ausência de novas companhias aéreas", aponta.

De acordo com o sindicato, "este cenário expõe, mais uma vez, uma realidade ainda mais preocupante", ou seja, "o Estado não consegue atrair candidatos para a instituição PSP".

"E, mesmo com a redução significativa dos critérios de admissão e com um investimento sem precedentes em campanhas de recrutamento, os resultados continuam aquém", sustenta.

No terreno, o cenário são "esquadras desertas de efetivo, polícias exaustos, muitos já em 'burnout', e uma escassez estrutural", numa instituição que, segundo a estrutura sindical, "acumula cada vez mais responsabilidades, sem o correspondente reforço de meios".

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8