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Sindicato denuncia "apagão" de horas por pagar, ULS Lisboa Ocidental diz que trabalhadores não serão prejudicados

ULS avançou que está a ser implementada uma nova versão do sistema de registo de assiduidade, prevendo para breve a sua conclusão.

11 de março de 2026 às 17:39

Um sindicato de enfermeiros denunciou esta quarta-feira que a ULS Lisboa Ocidental eliminou as horas que estão por pagar, com a unidade de saúde a alegar que se trata de uma atualização do sistema que não prejudicará os trabalhadores.

Quando na segunda-feira os enfermeiros foram consultar o programa onde fazem o registo das entradas e saídas diariamente e onde consta também o saldo de horas por pagar e os feriados por gozar, "estava tudo eliminado", adiantou à agência Lusa a presidente do Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU), Gorete Pimentel.

Contactada pela Lusa, a ULS Lisboa Ocidental (ULSLO) avançou que, com o objetivo de otimizar e garantir ganhos de eficiência, está a ser implementada uma nova versão do sistema de registo de assiduidade, prevendo para breve a sua conclusão.

"Realça-se que nenhum trabalhador será prejudicado nessa transição. Todo o histórico do registo individual será devidamente preservado, designadamente no que respeita ao registo de trabalho efetuado e constante na anterior versão deste sistema", assegurou a unidade de saúde.

Segundo a dirigente sindical, os profissionais da ULS passaram a não ter "qualquer referência sobre o que tinham até aí em saldo de horas acumuladas e feriados por gozar", alertando que, "se não estiverem atentos, efetivamente deixam de receber as horas" a que têm direito.

"Os trabalhadores têm imediatamente de proceder a um processo no Tribunal de Trabalho e no Ministério Público a solicitar os créditos laborais", defendeu a presidente do SITEU, para quem "não é por ter desaparecido do sistema informático, que o trabalhador deixa de ter direito ao seu pagamento".

A dirigente do sindicato salientou ainda que há enfermeiros, principalmente dos serviços de urgência, com mais de 600 horas realizadas e não pagas, o equivalente a cerca de seis meses de trabalho, e com 35 feriados por gozar.

"Da parte do sindicato, já dissemos aos trabalhadores para solicitarem, por escrito, à ULS o pagamento dos devidos créditos laborais que lhes devem", referiu ainda Gorete Pimentel, que pretende levar ainda o assunto ao Ministério da Saúde.

A ULS Lisboa Ocidental junta os hospitais de Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz e 19 centros de saúde.

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