page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Sindicato dos médicos defende que INEM deve manter formação dos seus profissionais

Sindicato alega que formação é uma "função central" do instituto e que está prevista na sua lei orgânica.

04 de março de 2026 às 15:57

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) defendeu esta quarta-feira que o INEM deve manter a formação dos seus profissionais, alegando que essa é uma "função central" do instituto e que está prevista na sua lei orgânica.

"A formação é uma função central do INEM e deve continuar a ser assegurada pelo próprio instituto, como garante de coerência, qualidade, segurança e autonomia técnica na emergência médica", alegou a estrutura sindical em comunicado.

Em causa está uma deliberação de janeiro dos responsáveis do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que redefiniu o modelo de formação, concentrando na Escola Nacional de Bombeiros a dos tripulantes de ambulância.

De acordo com esta decisão, o INEM passa a centrar-se na formação institucional obrigatória de introdução ao Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) e nos cursos de protocolos por nível de resposta.

A deliberação determinou ainda que as escolas médicas deixassem de dar formação aos técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) do INEM, mas mantendo-se como formadoras dos médicos que trabalham no instituto.

Perante isso, o SIM salientou que, nos termos da sua lei orgânica, compete ao instituto definir, coordenar e certificar a formação no âmbito do SIEM, competência que deve ser alinhada com os referenciais e boas práticas internacionais na área da emergência médica.

Segundo o sindicato, este alinhamento internacional faz-se reforçando a estrutura formativa interna do INEM, preservando a sua autonomia estratégica e pedagógica.

De acordo com o SIM, o instituto não deve fazer depender os seus profissionais de formação externa, alegando que isso seria uma forma de encarecer o acesso e de criar dependências de outras entidades.

"A formação deve manter-se como capacidade própria do instituto, garantindo acesso regular, critérios uniformes e atualização contínua, sem ficar sujeita a calendários, preços ou prioridades externas", alertou o sindicato.

Em fevereiro, o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar anunciou que iria pedir uma reunião urgente à ministra da Saúde para "clarificar o rumo" que a atual presidência do INEM está a impor à emergência médica e manifestou-se preocupado com a formação.

Na altura, o STEPH alertou que o afastamento das escolas médicas da formação dos TEPH expõe de forma clara o "clima de instabilidade, desorientação estratégica e falta de consenso que hoje se vive nesta instituição".

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8