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Correio da Manhã

Sociedade
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Trabalhadores e patrões portugueses são dos menos instruídos da Europa

49% dos patrões e 42% dos empregados não passam do 9º ano.
Bernardo Esteves 20 de Outubro de 2019 às 11:20
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Os trabalhadores portugueses sem o Ensino Secundário ou Superior representam 42,2% do total, o pior registo da União Europeia, em que a média é 16,5%. Na Lituânia, o país mais bem posicionado, apenas 3,5% não tem o Ensino Secundário.

Os patrões em Portugal estão ainda pior do que os empregados, com 49,4% a não irem além do 9º ano de escolaridade, também a pior marca da UE, cuja média é 16,6%. Estes dados constam no ‘Retrato de Portugal na Europa 2019’ da Pordata, a base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Em relação ao ano passado, os patrões melhoraram 5,1 e os trabalhadores 9,8 pontos percentuais.

As baixas qualificações refletem-se na fraca produtividade por hora de trabalho, com Portugal a ter o 22º pior registo da UE, num ranking liderado pela Irlanda. Os trabalhadores em Portugal são por isso obrigados a trabalhar mais tempo, atingindo as 35,8 horas por semana, face às 30,2 de média da UE e às 25,1 horas da Alemanha, o país onde se trabalha menos tempo.

O retrato da Pordata mostra um País envelhecido, o terceiro da UE com menor percentagem de jovens abaixo dos 15 anos - 13,9% -, superado apenas por Alemanha e Itália. Portugal é o País da UE onde menos gente vive sozinha - 23% face aos 57% da Suécia -, mas os idosos representam 54% dos agregados de uma só pessoa.

Por outro lado, Portugal ocupa o 5º lugar entre os países com maior desigualdade na distribuição dos rendimentos. E é o terceiro pior, suplantado apenas por Roménia e Bulgária, no peso de empresas sem site na internet. Na Saúde, em Portugal há 339 camas em hospitais por 100 mil habitantes, face às 504 de média da UE.
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