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Turismo de luto: depois da perda há quem faça as malas para enfrentar a dor

Pessoas enlutadas viajam para reforçar a resiliência emocional e a libertar sentimentos reprimidos.

20 de maio de 2026 às 11:59

O luto é um processo doloroso e, para muitos, profundamente solitário. Mas há cada vez mais pessoas a procurarem formas diferentes de enfrentar a perda, incluindo retiros de luto, onde desconhecidos se juntam para partilhar emoções e experiências semelhantes. Países como a Grécia e Espanha têm apostado neste tipo de iniciativas, através de círculos de cura e programas de bem-estar emocional que transformam a dor em momentos de partilha. 

O interesse por este tipo de viagens não é novo e remonta a práticas de civilizações passadas com milhares de anos. Ainda assim, a procura tem vindo a aumentar nos últimos anos. Um estudo do Global Wellness Institute, publicado em 2025, e citado pela Euronews, estima que o mercado global de aconselhamento para o luto poderá atingir quase quatro mil milhões de euros até 2029. Em 2022, o valor rondava os três mil milhões. 

A tendência também já chamou a atenção ao setor do turismo. Em 2024, a Condé Nast Traveller destacou os retiros de luto como uma das principais tendências de viagens do ano. Já este ano, a National Geographic Traveller afirmou que o crescimento destas chamadas “escapadelas de luto” está a ajudar os viajantes a reforçar a resiliência emocional e a libertar sentimentos reprimidos. 

Em Portugal ainda não são conhecidas iniciativas que promovam o luto enquanto prática turística. 

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