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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

UA desenvolve projeto para diagnóstico mais preciso de infertilidade masculina

Projeto vai contar com um financiamento de 247 mil euros da FCT e visa criar um produto que melhore um problema de saúde.

28 de fevereiro de 2025 às 12:28

A Universidade de Aveiro (UA) está a desenvolver um projeto para situações de infertilidade masculina que visa um diagnóstico e prognóstico mais precisos, revelou esta sexta-feira a instituição.

Desenvolvido pelo Instituto de Biomedicina da UA e denominado FERTI$CAN, o projeto vai contar com um financiamento de 247 mil euros da FCT e visa criar um produto "que possa ser usado para melhor gerir um problema de saúde cada vez mais prevalente, a infertilidade masculina".

"Permitirá um diagnóstico e prognóstico mais preciso de situações de infertilidade masculina, além de uma melhor a seleção de tratamentos e previsão de seu sucesso, reduzindo os custos com diagnóstico e tratamentos mais caros e ineficazes", são os objetivos do projeto, explica um texto da UA.

Em declarações à Lusa, Joana Santiago, da equipa de investigação, explicou que atualmente "é feita a análise microscópica só de parâmetros principais, como motilidade e concentração, para saber se está a haver a produção normal e a maturação normal dos espermatozoides".

"O que nós pretendemos é avaliar, apesar de aparentemente estar tudo normal, se depois a nível molecular, no interior do espermatozoide, existe alguma molécula que possa depois ter impacto ao nível da reprodução e da fertilização", disse Joana Santiago.

Segundo a investigadora, será feita a mesma colheita de sémen, não invasiva, e a amostra será complementada com a análise molecular, que será um método complementar.

O objetivo do projeto é "estabelecer um painel de biomarcadores e desenvolver um protótipo de dispositivo diagnóstico baseado nos marcadores identificados para uso na gestão, diagnóstico e tratamento da infertilidade masculina, ultrapassando as limitações dos métodos de diagnóstico tradicionais".

Liderado pela Investigadora do iBiMED Joana Santiago, o FERTI$CAN conta com Margarida Fardilha e Maria Teresa Herdeiro, Pedro Corda e Madalena Cabral na equipa de investigação, com a colaboração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, E.P.E., do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, E.P.E., Ferticentro, e Procriar.

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