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Meta e YouTube culpados em processo sobre danos causados pelas redes sociais às crianças

Jovem de 20 anos afirmou que o uso das redes sociais tornou-a viciada em tecnologia e piorou a sua saúde mental.

25 de março de 2026 às 18:13

A Meta, dona do Facebook, e o YouTube foram considerados culpados, por um júri da Califórnia, num processo que visava responsabilizar as redes sociais pelos danos causados às crianças.

Após 40 horas de deliberação, ao longo de nove dias, os jurados concluíram que a Meta e o YouTube foram negligentes na operação da sua plataforma, o que defenderam ser um fator substancial para causar danos à autora do processo.

A jovem de 20 anos, à qual o júri concedeu uma indemnização de três milhões de dólares (cerca de 2,6 milhões de euros), afirmou que o uso das redes sociais tornou-a viciada em tecnologia e piorou a sua saúde mental.

O júri sublinhou ainda que as empresas agiram com malícia e vão analisar novas provas e regressar à sala de deliberação para decidir sobre outras punições a aplicar.

Além da Meta e do YouTube, o TikTok e a Snap também foram visados no caso, mas fizeram acordos antes do início do julgamento.

A autora, identificada como Kaley, disse ter começado a usar o YouTube aos seis anos e o Instagram aos nove.

A equipa de advogados de Kaley apontou que as empresas têm características de 'design' criadas especificamente para viciar os utilizadores mais jovens, como a natureza dos 'feeds', com conteúdos infinitos.

A Meta argumentou que Kaley tinha problemas ao nível da sua saúde mental, independentes do uso das redes sociais, destacando a sua vida familiar turbulenta.

Segundo a empresa, nenhum dos terapeutas da autora identificou as redes sociais como a causa dos seus problemas mentais.

Por sua vez, o YouTube argumentou não ser uma rede social, mas uma plataforma de vídeo semelhante à televisão e precisou que houve um declínio no uso da plataforma por parte de Kaley, à medida que esta envelhecia.

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