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Meta encerra 150 mil contas ligadas a centros de ciberfraude na Ásia

Operação também levou à detenção de 21 pessoas pela polícia tailandesa.

11 de março de 2026 às 18:27

A Meta encerrou mais de 150.000 contas nas suas redes sociais no âmbito de uma operação contra centros de fraude online no Sudeste Asiático realizada pelas autoridades de vários países, segundo uma mensagem publicada no seu site na quarta-feira.

Esta operação também levou à detenção de 21 pessoas pela polícia tailandesa, com a colaboração, nomeadamente, do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, do FBI (polícia federal americana) e da agência britânica NCA (National Crime Agency).

Segue-se a uma primeira ação coordenada que, em dezembro, levou a detenções e ao encerramento de 59.000 contas pela Meta, empresa-mãe do Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp.

A empresa californiana revelou, nessa ocasião, o bloqueio de vários milhares de anúncios relacionados com ciberfraudes.

A repressão acelerou nos últimos meses contra os centros de burlas online, muitos dos quais estabelecidos no Camboja, na Birmânia e no Laos.

De acordo com o governo dos Estados Unidos, cidadãos americanos vítimas destas burlas online ou por telefone iniciadas a partir do Sudeste Asiático perderam mais de dez mil milhões de dólares em 2024.

"Combater este problema requer a colaboração dos setores público e privado", afirmou, em comunicado, Jirabhop Bhuridej, adjunto do chefe da polícia tailandesa (RTP), Kitrat Phanphet.

Uma investigação publicada em outubro pela AFP revelou que, apesar de uma operação de repressão realizada no início do ano, complexos semelhantes estavam a proliferar na Birmânia, perto da fronteira com a Tailândia.

Trata-se frequentemente de centros de atendimento telefónico ou, mais geralmente, de centros de contacto, nos quais os trabalhadores são obrigados a contactar particulares para lhes extorquir dinheiro através de várias técnicas.

O Facebook está atualmente a testar um dispositivo de alerta para o caso de uma conta que apresente "sinais de atividade suspeita" tentar entrar em contacto com outro utilizador.

O WhatsApp já implementou um mecanismo semelhante e a Meta está a fazê-lo para o Messenger.

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