“Se a ERC vetar estes nomes a direção cai”, ameaça Maria Flor Pedroso

Nova Diretora de Informação da RTP diz que contratações de Cândida Pinto e Helena Garrido trazem “mais competência”.

23 de novembro de 2018 às 01:30
Maria Flor Pedroso Foto: Duarte Roriz
Maria Flor Pedroso Foto: Vítor Mota
A diretora Maria Flor Pedroso Foto: Pedro Catarino
Cândida Pinto saiu da SIC para ser diretora-adjunta da RTP na equipa formada por Maria Flor Pedroso Foto: Tiago Sousa Dias
Helena Garrido Foto: Pedro Simões

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Maria Flor Pedroso, a nova diretora de informação (DI) da RTP, ameaçou atirar a toalha ao chão caso a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) não aceitasse a sua equipa.

Na reunião do Conselho de Redação (CR) de dia 16, a diretora indigitada afirmou, e ficou escrito em ata, que escolheu "duas pessoas externas à RTP [Cândida Pinto e Helena Garrido] que têm muita experiência e se complementam". "Se a ERC vetar os nomes que propus para a equipa da DI, esta direção cai!", avisou.

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Flor Pedroso argumentou que, na sua "lógica de formação da equipa", não considerou necessário "falar antes com o CR".

Ainda em relação às duas contratações externas, a diretora declarou que "a equipa foi fruto de uma grande auscultação e reflexão" e que foi uma escolha sua. Apesar de considerar que na empresa "existem pessoas muito competentes" e que quer "trabalhar com todos", defende que estes dois elementos que "vêm de fora", vão trazer "mais competência".

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Esta quinta-feira, a ERC chumbou as destituições de Vítor Gonçalves e João Fernando Ramos dos cargos de diretores adjuntos da RTP por "fundamentação insuficiente para o efeito", uma decisão que mereceu apenas um voto contra: o de Mário Mesquita, vice-presidente da entidade. Sem exoneração, o regulador não se pronunciou sobre os novos nomes propostos pela estação.

Face a este parecer, que é vinculativo, a RTP submeteu à ERC o pedido de aprovação da nova equipa da direção "acompanhado da fundamentação" de Maria Flor Pedroso, que não chegou a ser ouvida pelo regulador.

Entretanto, Vítor Gonçalves já colocou o seu lugar à disposição, no sentido de assegurar "o princípio da liberdade da nova diretora de informação de constituir a sua equipa". Já João Fernando Ramos, sabe o CM, não pondera deixar o cargo.

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SAIBA MAIS

500

pessoas estiveram presentes, na quarta-feira, num dos maiores plenários de sempre convocados pela Comissão de Trabalhadores da RTP. E ficou um alerta: a greve será efetiva "em caso de má vontade negocial" da administração do grupo.

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Contra contratações

A Comissão de Trabalhadores da RTP considera que a contratação de duas jornalistas externas para a direção de informação é um "escândalo sem fim", defendendo que o presidente da estação "não tem capacidade" para continuar no cargo.

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