Protagonista de ‘Equador’ revela que gravar na Índia, com 48 graus e guarda-roupa de época, foi uma tarefa difícil mas fascinante. E admite que a série é apenas uma visão do livro
Como foi trabalhar com o Filipe Duarte, uma vez que já tinha contracenado com Marco D’Almeida?
Foi muito bom. São os dois excelentes profissionais. São actores muito preparados e generosos enquanto colegas e isso é fantástico. Foi uma experiência maravilhosa trabalhar com eles e aprendi muito com eles também.
De que forma foi a preparação para encarnar esta personagem tão rica?
Foi muito longa. Estou segura de que trabalhei e dei o meu melhor. Agora o público terá de descobrir a minha personagem e espero que gostem.
Na sua óptica, os espectadores que leram ‘Equador’ não se vão sentir defraudados ao ver a série?
É uma questão pertinente. Por isso é que é um pouco ingrato e injusto fazer a adaptação de uma obra literária tão forte.
Mas acha que a história está contada de forma diferente?
Não significa isto que não a consigamos fazer, a questão é que o livro é imbatível porque a imaginação das pessoas é imbatível. Cada pessoa a ler o livro faz a sua história e cria as suas próprias personagens e a imaginação do ser humano vai muito, muito longe. O que estamos a fazer é a apresentar uma visão do ‘Equador’. É claro que podemos não ir de encontro a tudo o que as pessoas imaginaram, mas acho que quando começarem a ver a série vão acabar por se esquecer dessas histórias que criaram e começam a ver a nossa. E acho que vão gostar.
Foi complicado fazer essa personagem?
Houve muitas cenas. A Ann Rhys-Jones é uma personagem que não é nada plana, é muito complexa e nós tentámos contar a história de uma forma não fácil, nem muito clara. O público vai ter de perceber a vida destas três personagens [interpretadas por Maria João Bastos, Marco D’Almeida e Filipe Duarte] e de que forma se gere a sua história.
E quanto a guarda-roupa? Gostou de trabalhar com a indumentária de época?
Gostei muito, é muito engraçado, mas confesso que foi um pouco difícil gravar na Índia com 48 graus e com aqueles vestidos. Houve uma altura em que só queria tirar a roupa. De resto, acho uma roupa muito sensual, mas que dá muito trabalho, dá (risos).
A Maria João era capaz de viver numa época bastante preconceituosa como a retratada na obra e agora na série?
Depende. A Ann não é uma personagem preconceituosa. Sinceramente, acho uma época interessante.
O livro tem cenas ousadas. Como é que a Maria João se sentiu a fazê-las?
Foram cenas feitas como as outras, mas com muito diálogo com o realizador. Foram cenas muito preparadas, conversadas, e feitas com muito cuidado, muita beleza. Acho que estão bonitas.
São imagens que chocam?
Serão, de alguma forma, diferente das do livro, porque estamos a falar de um contéudo para televisão e, portanto, foram feitas com esse cuidado.
Como encara o facto do seu corpo ser ‘exibido’?
Como trabalho, como cenas essenciais para contar a história de ‘Equador’ e naquele momento, na gravação dessas cenas, tudo o que importava era contar a história e levá-la ao público da forma mais fiel possível. Portanto, abstraí-me completamente de mim e não foi muito difícil.
É um orgulho participar numa série como esta?
Muito. Ser actriz é o meu grande sonho, a minha vida. E o facto de depositarem em mim a confiança para interpretar esta personagem, foi, e é, muito bom.
Viajaram muito, mas de todos os países por onde passaram, como o Brasil e a Índia, qual o local onde mais gostou de gravar?
Na Índia. Porque foi onde começámos a gravar o ‘Equador’, porque foi o arranque... E a energia da equipa era fantástica. A vontade de todos darem o seu melhor foi contagiante. Nunca tinha estado na Índia, mas o momento que mais me marcou foi o da partida. Depois, fiquei lá de férias -uma semana.
‘Equador’ foi o projecto mais exigente que fez até hoje?
Foi. Por vários motivos: a Ann era uma personagem muito intensa, o que obrigou a uma dedicação muito grande. Os meus dias foram ‘Equador’ durante quase um ano, além disso viajámos imenso. Mas foi tão bom... Tudo se supera quando as coisas nos dão prazer.
E planos para 2009? Já tem algumas propostas?
Neste momento estou focada em parar um pouco, em descansar e fazer outras coisas que me dão prazer também. E depois depende das propostas que a TVI me fizer. Mas a TVI está a dar-me uma pausa.
PERFIL
Maria João David da Silva Bastos nasceu a 18 de Junho de 1975, em Benavente. Estreou-se como actriz aos 17 anos e integrou várias produções portuguesa e brasileiras, tornando-se conhecida no Brasil. É licenciada em Ciências da Comunicação, estudou em Inglaterra e em Nova Iorque, e fez vários trabalhos como modelo. Em 2007 assinou um contrato de exclusividade com a TVI.
FELIPE DUARTE
'CENAS DELICADAS'
Como foi ser o protagonista de ‘Equador’?
Senti-me muito bem a fazer esse papel. Adorei a equipa. Éramos 180 actores e criou-se a sensação como se fossemos da família. Quando acabou, passei uns dias de ressaca grande de solidão, pois estivemos juntos muito tempo. Espero que isso esteja impresso nas imagens.
O que pode revelar do personagem, Luís Bernardo?
Espero que as pessoas vejam, não tenho nada a dizer antecipadamente. É um livro muito lido.
O papel foi muito exigente?
Foi uma preparação muito longa. Estou seguro de que trabalhei e dei o meu melhor. Agora o público terá de descobrir a minha personagem.
Como correram as cenas com Maria João Bastos?
São mais delicadas. Mas fazemo-las como as outras.
Tem mais planos para TV?
Não sei. As experiências que tive em TV foram todas muito boas, como ‘A Febre do Ouro Negro’ ou ‘A Ferreirinha’. ‘Equador’ foi mais intenso. Não vejo as novelas como algo negativo. Pelo contrário. Só que, neste momento, como actor, não é onde poderia dar o meu melhor. Não tenho cabedal para isso...
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