‘Correio da Manhã' lança novo projeto televisivo. Objetivo é chegar à liderança entre os canais portugueses no cabo em três anos.
A CMTV é a mais recente aposta nacional entre os canais de cabo. Tendo como génese o jornal líder de vendas e de audiências em Portugal - o Correio da Manhã -, a CMTV, que estreia no domingo 17 de março, em exclusivo na posição 8 do MEO, pretende ser um "canal generalista com predominância na informação". "A CMTV é uma coisa única em Portugal", garante Octávio Ribeiro, diretor do canal do grupo Cofina e do Correio da Manhã.
Em Portugal, o mercado da televisão paga tem registado um crescimento significativo nas audiências, atingindo uma quota média de 25,2% de share em 2012. Parte do público tem sido atraído pelo novo fôlego em termos de oferta de conteúdos. A disputa entre as principais operadoras de televisão por subscrição em Portugal - MEO e ZON - tem levado ao aumento da aposta no lançamento de canais, sejam eles nacionais ou internacionais, muitos deles em exclusivo. TVI Ficção, + TVI, A Bola TV e Localvisão TV são quatro dos exemplos mais emblemáticos dos últimos meses, a que se juntam vários outros, como Globo, Disney Junior, Toros TV, Record News e 24Kitchen.
No caso da CMTV, o "objetivo é encontrar um equilíbrio entre dois mundos, ambos necessários para o consumidor", explica Octávio Ribeiro. Ou seja, a estação terá momentos de diversão, em que é possível "dar gargalhadas com um programa de humor", mas o telespectador terá a certeza de que, "se houver uma notícia relevante", saberá imediatamente. O que significa que se está a ver entretenimento "é porque não há nada suficientemente premente na área da informação que leve o canal a cortar a emissão". Desta forma, e num dia normal, a CMTV terá "quase 50% de entretenimento, mas, se acontecer alguma coisa muito importante em Portugal ou no Mundo, a grelha mudará imediatamente enquanto a notícia se impuser", explica o diretor do Correio da Manhã.
Carlos Rodrigues, diretor--adjunto do CM, sintetiza numa palavra a principal distinção entre a CMTV e os outros canais: "Portugal." "A CMTV é uma estação feita 100% em português, 100% de produção nacional. Teremos uma implantação nacional muito forte, com meios em todos os distritos do continente." Na área do entretenimento, garante que o canal procurará "ser o mais divertido possível". Carlos Rodrigues, ex-subdiretor de informação da SIC, aponta ainda outro elemento distintivo entre a CMTV e a restante oferta de televisão em Portugal: "A riqueza que a sinergia entre as marcas do grupo Cofina torna possível." "Além da informação da equipa do CM, teremos informação desportiva acompanhada pela redação do ‘Record', informação económica acompanhada a par e passo pela redação do ‘Jornal de Negócios' e a vida social marcada em cima pelas redações da ‘TV Guia', ‘Flash' e também da secção Vidas do Correio da Manhã", afirma. O objetivo da grelha, revela, é "que seja divertida, informe, faça companhia e ajude na perceção das angústias e dos problemas dos espectadores".
Sobre os pontos fortes da grelha, que contará com nomes como Nuno Graciano e Maya, no ‘Despertar CM' (das 07h00 às 11h00), Andreia Vale, no ‘CM Jornal' das 13h00, e José Carlos Castro, no ‘CM Jornal' das 20h00, Octávio Ribeiro é perentório: "Quem vai eleger os grandes pontos fortes são os telespectadores", tendo o Correio da Manhã a certeza de que "a CMTV será sempre a primeira a dar a notícia". "Podemos prometer desde o primeiro dia uma informação que visará sempre a excelência. Procuraremos chegar a todas as notícias, com a necessária dose de humildade para investigar as que não foram nossas inicialmente", diz Octávio Ribeiro.
Com a ‘máquina' no terreno, tanto o diretor da CMTV como o diretor-adjunto apontam a "liderança em três anos na plataforma MEO e em competição com os canais de cabo produzidos em Portugal" como um dos principais desejos. "Procuraremos lutar espectador a espectador. A ambição da CMTV é chegar à liderança e esse objetivo está ao nosso alcance", afirma Carlos Rodrigues.
No universo do cabo, a CMTV encontra concorrentes que já há vários anos apostam na televisão paga. Luís Marques, diretor-geral da SIC, revela à Correio TV estar "expectante" com o aparecimento da CMTV. "É um projeto diferente do que já existe, tenho alguma curiosidade para ver quais são os resultados", afirma.
No mesmo sentido, Luís Cunha Velho, diretor da TVI, revela expectativa em relação ao canal do grupo Cofina. "Como sempre, olharei com o maior respeito para um novo projeto no mercado português." Os dois responsáveis avançam ainda com algumas explicações para a proliferação de novos projetos na televisão por subscrição. "Prova que o mercado da distribuição está a correr bem, nomeadamente ao MEO e à ZON. É bom para o mercado que os distribuidores tenham o conforto suficiente para estar a investir nestes canais. Depois, é bom para o mercado, porque quanto mais oferta melhor", afirma Luís Marques. O responsável da estação de Carnaxide conta que os seus canais por cabo - SIC Notícias, SIC Mulher, SIC Radical e SIC K - já têm "um peso significativo no negócio" da Impresa, grupo que detém a SIC. "Queremos que venha a ter mais. Temos conhecimento, competência e projetos para aumentar a nossa oferta", acrescenta. Neste sentido, a empresa de Francisco Pinto Balsemão prepara o lançamento de dois novos canais, entre eles a Caras TV, que deverá ser lançada "até ao final do ano". O outro projeto deverá ser dedicado ao universo da música.
Já Luís Cunha Velho, diretor da TVI, que nos últimos meses lançou dois canais, a TVI Ficção (exclusivo MEO) e a +TVI (exclusivo ZON), defende que, apesar da recessão publicitária, "a existência de canais temáticos tem a ver com tendências e exigências do consumidor, que é preciso acompanhar e que fazem sentido numa nova lógica de mercado". Por isso, diz, é importante que a Media Capital, que detém a TVI, esteja presente no cabo para "estar em linha com as tendências do mercado". "Hoje não faz sentido imaginar o cenário televisivo sem os canais de cabo. É uma forma de complementar a oferta dos canais generalistas", explica. Cunha Velho diz mesmo que a TVI tem de "trabalhar e caminhar" no sentido de nos próximos anos ter oito a dez canais no cabo, como referiu o seu presidente, Miguel Pais do Amaral.
Octávio Ribeiro, diretor da CMTV, considera que "a fragmentação e a segmentação de públicos podem refletir-se na oferta do cabo" e defende que, além disso, há uma competição interessante e saudável entre as grandes empresas de distribuição, "que precisam de diferenciar a sua oferta". "Fazem-no de várias maneiras, entre elas através da oferta de conteúdos exclusivos", o que explica, "em parte", o aumento da oferta de canais nacionais no último ano. Quanto às vantagens que os operadores possam ter no investimento em projetos exclusivos, o diretor da CMTV diz que, "se as escolhas forem bem feitas, se não oferecerem lixo como diferenciação, farão crescer as possibilidades de atração de novos clientes". E não tem dúvidas de que o cabo é atualmente a melhor plataforma para investir. "Está com maior eficácia e é a única que não está, neste momento, a sofrer com a crise", diz. Sobre a opção de investir em período de retração económica, Carlos Rodrigues afirma, citando Paulo Fernandes, presidente da Cofina, que "é nos momentos de crise que se aposta", acrescentando que, nos media, é "também nestes momentos que o público faz as suas opções". "Quem tiver qualidade há de sobreviver, quem não a tiver, o mercado fará a seleção natural", considera o diretor-adjunto da CMTV. O responsável defende ainda que "Portugal e o mercado dos media não estão a valorizar o facto de haver um grupo de media [Cofina] que em pleno 2013 criou um quadro de trabalho com 72 novos postos profissionais. Estamos a dar emprego a dezenas de pessoas que estão a construir este sonho chamado CMTV". O modelo de negócio, diz Carlos Rodrigues, "é muito simples: criação de confiança por parte do espectador". "A nossa relação direta com o espectador vem de um património de décadas do CM e é com base nesse património que vamos tentar agradar ao nosso telespectador", conclui.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.