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Plataformas acusadas de permitirem conteúdo pedopornográfico

A Austrália acusou várias empresas digitais, como o YouTube e a Apple de desvalorizarem conteúdos sexuais nas suas plataformas.

07 de agosto de 2025 às 01:30

A Austrália está a apertar o cerco a plataformas como o YouTube (detido pela Google), a Apple, o Facebook (detido pela Meta) ou o TikTok. Em novembro de 2024, o parlamento australiano já tinha aprovado uma lei que proíbe o acesso às redes sociais para menores 16 anos, incluindo plataformas como o X, Tiktok, Instagram, Facebook ou YouTube.

O órgão regulador daquele país garante que estas não levaram em consideração o número de denúncias de violências sexual contra menores recebidas pelos utilizadores, nem definem o tempo necessário para responder a estas denúncias. "Estas empresas não dão prioridade à proteção das crianças e parecem fechar os olhos aos crimes cometidos nas suas plataformas", referiu a comissária para a segurança 'online', Julie Inman Grant, citada pela agência France Presse (APF).

A responsável garantiu que estas empresas internacionais e com bastante influência não têm tomado medidas para intensificar e melhorar os seus esforços para evitar crimes sexuais 'online'. De salientar que um relatório citado pela agência de notícias revela que a Apple, Google e Microsoft não utilizavam ferramentas para detetar proativamente conteúdos pedopornográficos.

No entanto, a Google, citado pela AFP, já reagiu às notícias e defendeu-se. "A segurança das crianças é essencial para nós" (...) "Desde o primeiro dia, lutamos contra conteúdos pedopornográficos, investindo maciçamente em tecnologias de ponta", afirmou um dos relações-públicas da empresa que acrescentou que 90 por cento de todo o conteúdo pedopornográfico é removido por "sistemas automatizados e robustos".

No caso do incumprimento desta lei, serão aplicadas multas que podem chegar a quase 50 milhões de dólares australianos (mais de 28 milhões de euros).

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