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RTP revela os humoristas

Perdidos os ‘Gato Fedorento’ para a SIC, o director de Programas da estação pública, José Fragoso, não perdeu tempo e convidou o humor de ‘Os Contemporâneos’

02 de maio de 2008 às 00:00

Os oito magníficos deste grupo de humoristas são Bruno Nogueira, Carla Vasconcelos, Dinarte Branco, Eduardo Madeira, Gonçalo Waddington, Maria Rueff, Nuno Lopes e Nuno Markl. Eles prometem muitas gargalhadas, pela mão das ‘Produções Fictícias’.

O anúncio promocional do programa ‘Os Contemporâneos’, que estreia domingo à noite na RTP 1, começou por brincar com o mais óbvio: a comparação que se esperava, desde o início, fosse feita com os ‘Gato Fedorento’, seus antecessores naquele horário. Antes que alguém falasse... eles autocompararam-se. Como explicou à Correio TV Maria João Cruz, da equipa de criativos das ‘Produções Fictícias’, a imitação do genérico de ‘Diz Que É Uma Uma Espécie de Magazine’ dos ‘Gato’ foi uma ideia que surgiu para 'antecipar as inevitáveis comparações que já se esperavam'. E sublinhou: 'Resolvemos antecipar-nos às comparações em relação aos ‘Gato Fedorento’. Decidimos enfrentar todos os medos e lidar com eles assim como fizemos, de frente. Assumimos as coisas como são e é por isso que brincamos com os ‘Gato’ ou com muitas outras coisas'. Maria João Cruz refere ainda que a equipa 'criou uma linguagem própria, que será diferente de tudo o que já foi feito. Mas humor é humor e há sempre a hipótese de resvalar para algo parecido com o que já se fez.'

Bruno Nogueira é a estrela da companhia, que é como quem diz, de ‘Os Contemporâneos’. Foi o próprio José Fragoso que insistiu na presença daquele humorista quando encomendou às ‘Produções Fictícias’ o conceito de um programa de humor para o horário nobre da RTP 1. À Correio TV, o humorista reconhece: 'Conseguir juntar um grupo de pessoas que admiro muito e conseguir que nos dêem alguma liberdade para fazermos o que queremos é algo muito raro.' Trabalhar em televisão, diz Bruno, 'só se for uma coisa que valha muito a pena.' E justifica: 'Acho que, nos últimos anos, se inverteu um pouco a lógica do que é fazer televisão. Tirando honrosas excepções, ultimamente, fazer televisão é fazer coisas baratas e que dêem audiência a todo o custo. E audiência não é, necessariamente, qualidade.'

O que move a estrela de ‘Os Contemporâneos’ é 'estar rodeado de pessoas' que admira e com as quais se sente 'bem a trabalhar.' Bruno Nogueira especifica: 'Ultimamente, têm-me convidado para várias coisas em televisão que não faria sentido, sequer, convidarem-me, à partida. Como não faria sentido, para mim, aceitar, nem seria honesto para o público eu estar a fazer uma coisa em que não me sentisse bem.' A escolha de alguns elementos de ‘Os Contemporâneos’, como o actor Gonçalo Waddington, único elemento do grupo que se vai estrear em comédia, deve-se a Bruno Nogueira, que diz: 'O Gonçalo tem um talento enorme, como de resto têm os outros todos. Sendo um actor com vários recursos, nunca duvidei que pudesse acrescentar qualidade ao programa.' O humorista sublinha, a propósito:'A comédia não tem de ser propriamente a palhaçada. Muitas vezes, a comédia está na situação e não necessariamente na maneira como se faz.' Bruno Nogueira recorda ter sugerido os elementos do grupo em conversa com as ‘Produções Fictícias’. 'Lembrei-me destes nomes, mas nunca pensámos que fosse possível juntá-los. Sendo actores de grande talento, calculámos que estivessem ocupadíssimos.'

O casal de actores e comediantes Bruno Nogueira e Maria Rueff já haviam contracenado nas peças de teatro ‘A Avalanche’, de Ana Bola, e uma outra há cerca de dois anos, ‘Antes Eles Que Nós’, tendo esta última, como recorda Bruno Nogueira, estado em cena, 'curiosamente' na sala ‘Jardim de Inverno’ do Teatro S. Luiz, em Lisboa, onde, há dias, a RTP 1 fez a apresentação de ‘Os Contemporâneos’. Questionado sobre se há diferenças de relevo entre ‘Os Contemporâneos’ e os ‘Gato Fedorento’, Bruno Nogueira frisa: 'O que varia sempre são os actores. Mas a comparação é inevitável. Como se quando há um programa de humor, não pudesse haver outro...'

Maria Rueff, por seu lado, defende que uma estação comercial como a SIC, onde estreou ‘O Programa da Maria’, está 'muito mais condicionada aos grupos económicos e à audiência do que, supostamente, a televisão do Estado, onde deve ser possível ser-se mais experimentalista.' Depois de ter entrado em vários programas com Herman José, o último dos quais ‘Hora H’, na SIC, a humorista pensa poder ter em ‘Os Contemporâneos’ 'uma representação mais próxima do que se faz no teatro'. E conclui: 'Estou há 12 anos intensamente a fazer humor e quase a fazer um ‘boneco’ diferente em cada directo. Portanto, é sempre muito difícil surpreender. Mas tentarei fazê-lo.'

JOSÉ FRAGOSO, DIRECTOR DE PROGRAMAS DA RTP 1, EXPLICA HUMOR

'VÃO BRINCAR COM TUDO'

A proposta do novo programa ‘Os Contemporâneos’ é, sublinhou José Fragoso, 'que tenha um olhar virado para o que se passa durante a semana, a actualidade e o dia-a-dia das pessoas, brincando com tudo o que o merecer'. O conceito original e a produção executiva são das ‘Produções Fictícias’ e a realização de Ricardo Freitas, da produtora do programa, ‘Até ao Fim do Mundo’. Nuno Artur Silva, director das ‘Produções Fictícias’ disse-se 'grato pelo convite de José Fragoso', frisando: 'É raro serem os autores a criarem o próprio conceito.'

CASAL TRABALHA EM CONJUNTO

A RIR COM MARIA E BRUNO

O humor é comum ao casal, que vive junto e já fez teatro antes. Maria Rueff, de 35 anos, e Bruno Nogueira, de 26, integram ‘Os Contemporâneos’ e espera-se muitas gargalhadas com os seus sketches. Um dos elementos de criadores do programa, Maria João Cruz, das ‘Produções Fictícias, disse à Correio TV: 'Vamos brincar com tudo, até com o casal Maria Rueff e Bruno Nogueira.'

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