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Teresa e o 1,2,3

Recuperar um formato de sucesso é sempre uma tarefa difícil. Teresa Guilherme é disso exemplo e o seu ‘1,2,3’ fica aquém do original, apresentado por Carlos Cruz.

06 de maio de 2005 às 00:00

Ninguém tem dúvidas, e muito menos eu, que Teresa Guilherme é uma boa apresentadora que sabe produzir televisão. Basta lembrar, por exemplo, a forma muito profissional como esteve no ‘Big Brother’ (TVI), e conseguiu transformar um monstro num programa familiar.

O defeito da Teresa Guilherme é achar que nada é impossível e que tudo está ao seu alcance. A apresentação e a produção do ‘1, 2, 3‘ (RTP1) mostra à sociedade que todos nós devemos conhecer os nossos limites. O programa que um dia encantou Portugal sob a orientação de Carlos Cruz arrasta-se penosamente sem qualidade comparável nas mãos da Teresa Guilherme.

O programa perdeu ambição. Tem um cenário sem nenhum rasgo de criatividade. É um repositório de imensos lugares comuns. Os sketches de humor são vulgares. A apresentação traz-nos à mente, de forma constante, a imagem de Carlos Cruz. Os momentos de tensão, suspense estão desvalorizados. Teresa Guilherme não está bem e não consegue fazer esquecer Cruz.

Foi um erro aventurar-se a produzir em Portugal, talvez o maior sucesso da televisão pública, como foi outro erro tentar fazer de Carlos Cruz. Programas que marcaram profundamente um vasto auditório não devem voltar à cena. O programa que foi feito há muitos anos por Cruz era garantidamente mais espectacular, mais empolgante, mais bem produzido, melhor apresentado, do que esta versão da Teresa Guilherme. Oxalá lhe sirva de lição.

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