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Cúmplice ou vítima! Congresso americano quer ouvir ex-namorada de Jeffrey Epstein

Nadia Marcinko visitou o criminoso sexual pelo menos 67 vezes quando este esteve preso pela primeira vez.

20 de maio de 2026 às 14:13

Quando Jeffrey Epstein foi condenado a 13 vezes de prisão - grande parte dos quais cumpridos em prisão domiciliária - por aliciar uma menor para prostituição, ele continuou a poder contar com o apoio de várias mulheres, sendo Ghislaine Maxwell a mais conhecida (encontra-se presa atualmente). Outra era Nadia Marcinko que, segundo os registos prisionais, visitou o predador sexual pelo menos 67 vezes enquanto ele cumpria pena.

Marcinko foi a principal namorada de Epstein durante sete anos e a sua parceira mais importante depois de Maxwell. Nos últimos anos, ela tornou-se copiloto do avião particular do pedófilo, conhecido por 'Lolita Express'.

A antiga modelo eslovaca, hoje com 41 anos, foi apontada como "potencial cúmplice" de Epstein, juntamente com outras mulheres, num acordo judicial assinado em 2008 que lhes concedeu imunidade. Agora, duas delas - Sarah Kellen e Lesley Groff - vão ser interrogadas no âmbito da investigação aos ficheiros libertados pelo Departamento de Justiça americano. Uma congressista quer também ouvir Adriana Ross, outra assistente de Epstein, e Marcinko, apesar do acordo judicial.

Marcinko nunca foi acusada de qualquer crime e os seus advogados afirmam que ela é uma das vítimas de Epstein. No entanto, algumas jovens que sofreram abusos sexuais às mãos do pedófilo na sua casa de Palm Beach, na Flórida, quando ainda eram menores de idade, disseram à polícia que ela participou nos crimes.

Uma investigação da BBC, que entrevistou várias pessoas ligadas a Marcinko e analisou milhares de e-mails dos arquivos, revela que Epstein e modelo eram muito chegados e até queriam formar uma família juntos. Além disso, durante vários anos, ela ajudou-o a recrutar mulheres e raparigas.

Contudo, Marcinko contou aos investigadores que Epstein era fisicamente violento com ela. Por várias vezes tentou estrangulá-la e a atirá-la pelas escadas abaixo. A BBC entrou em contato com Marcinko para pedir um comentário, mas ela não respondeu. Desde a morte de Epstein na prisão, em 2019, ela desapareceu da vida pública.

Nadia Marcinkova nasceu no seio de uma família abastada da Eslováquia. Ela contou às autoridades que conheceu Epstein em Nova Iorque, em 2003, quando tinha 18 anos, numa festa de aniversário de Jean-Luc Brunel. Amigo próximo do criminoso sexual, Brunel dirigia a filial nova-iorquina da agência de modelos Karin Models. Marcinko disse que trabalhava para a agência em Paris e que Brunel a levou para os EUA algumas semanas antes da festa, arranjando-lhe um visto para permanecer no país. Marcinko aparece ao lado de Epstein em algumas fotos que constam dos ficheiros, tiradas na propriedade do milionárias nas Ilhas Virgens Americanas. 

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