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Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Vítima de Epstein desaba a chorar ao recordar abusos sexuais

Roza foi uma das vozes ouvidas pelo Comité de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

13 de maio de 2026 às 11:03

Democratas do Comité de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos e membros do governo da Flórida estão a realizar uma série de audiências públicas no Condado de Palm Beach, como parte da investigação sobre os crimes de Jeffrey Epstein e a forma como o Departamento de Justiça divulgou os ficheiros.

O deputado californiano Robert Garcia preside as audiências, que incluem depoimentos de sobreviventes e testemunhas importantes para a investigação. No início deste mês, o presidente do Comité de Supervisão, o deputado republicano James Comer, do Kentucky, acusou os democratas de estarem a manipular essas audiências.

Esta terça-feira, surgiram imagens perturbadoras que mostram uma sobrevivente de Epstein, identificada apenas como Roza, a desabar em lágrimas durante o seu depoimento na comissão. A ex-modelo recordou os abusos sexuais e contou como o pedófilo se gabava de fazer sexo com meninas enquanto estava preso.

Roza contou como foi apresentada a Epstein pelo antigo associado deste, Jean-Luc Brunel. O agente de modelos francês fundou a MC2 Model Management com o apoio do criminoso, antes de ser encontrado enforcado numa prisão em Paris, onde aguardava julgamento por violação.

A ex-modelo contou que tinha 18 anos quando Brunel a trouxe do Uzbequistão para os EUA em 2008. Posteriormente foi levada à mansão de Epstein em Palm Beach, em 2009, quando ele estava em prisão domiciliária por aliciar uma menor para prostituição. 

“Epstein usava os nomes de políticos poderosos para mostrar a sua influência. Ele disse-me que era investidor da mesma agência que me prometeu uma carreira e também falou da sua prisão como se fosse uma brincadeira, gabando-se de receber visitas de raparigas e das suas amizades com as autoridades”, revelou.

Mais tarde, Epstein ofereceu-lhe um emprego na sua fundação científica para ajudá-la a saldar uma dívida de 10 mil dólares (cerca de 8 500 euros) que ela tinha com a agência de modelos. “Um dia, a massagista dele chamou-me ao quarto, onde fui violada pela primeira vez por Jeffrey”, contou.

Roza disse que foi transferida pela agência de modelos para Miami durante o período em que Epstein estava em prisão domiciliária, para que ela pudesse ficar perto de Palm Beach. Só teve permissão para regressar a Nova Iorque após ele cumprir a sua pena.

Ela disse levou anos a denunciar o abuso horrível que sofreu, mas manteve a sua identidade em segredo. O seu nome só se tornou público com a divulgação desastrosa dos arquivos de Epstein, onde os nomes dos predadores foram cautelosamente omitidos mas os das vítimas ficaram expostos.

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