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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

A outra vida de Sebastião Antunes

A voz dos Quadrilha acaba de lançar o seu primeiro disco em nome próprio. ‘Cá dentro’ é um disco feito em Portugal... para o resto do Mundo

18 de outubro de 2009 às 10:30

Depois de 18 anos à frente dos Quadrilha, grupo que se tem ocupado a promover e a divulgar a música tradicional portuguesa, Sebastião Antunes, o vocalista, autor e compositor do projecto, acaba de lançar o seu primeiro disco em nome próprio. ‘Cá Dentro’ é constituído por temas tradicionais portugueses (com particular incidência nas regiões do Minho e Trás-os-Montes), algumas canções que vêm de terras como Escócia ou Irlanda e muitos temas originais, incluindo alguns do próprio grupo Quadrilha e novas músicas surgidas de algumas experiências feitas pelo músico paralelamente aos Quadrilha.

"A determinada altura começou a aparecer um lote de canções que me pareceu interessante. Eram temas que não cabiam no formato dos Quadrilha, e por isso decidi avançar", explica Sebastião Antunes, que acabou por gravar um álbum mais acústico e com mais instrumentos tradicionais. "Ao fim de seis discos com os Quadrilha, tinha necessidade de fazer coisas diferentes", acrescenta.

O disco, que remete também para algumas sonoridades celtas ou mesmo africanas, é assim uma espécie de ‘vá para fora cá dentro’, até porque, tal como o músico explica, nenhuma destas influências está completamente distante de Portugal: "O facto de utilizar por base a música tradicional portuguesa já remete logo para estas sonoridades. Se percorrermos o País, encontramos influências muito diferentes de norte a sul. Portugal deve ser o país europeu com mais influências musicais, já que é o cruzamento onde várias formas musicais se encontram entre si."

Com uma vida dedicada à música tradicional portuguesa e com vários eventos realizados na área da World Music, Sebastião Antunes acredita que este até é um momento favorável às músicas do Mundo. "O público está muito mais desperto, disponível e interessado. Neste momento existem uma série de propostas na área da World Music e há uma série de festivais que abrem o leque para as músicas do Mundo", refere o músico, que lembra, por exemplo, que mega-eventos como o Festival Sudoeste ou o próprio Rock in Rio (com a Tenda Raízes) já contemplam espaços para a World Music. A razão pode estar na falta de ideias em que caiu a pop. "A pop, de facto, caiu na passividade e não tem feito coisas muito inovadoras."

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