A pouco tempo de Carlos Cruz conhecer a sentença do processo Casa Pia, a mulher, Raquel, tem sido uma peça fora da vida do ex-apresentador
A pouco tempo de Carlos Cruz conhecer a sentença do processo Casa Pia, a mulher, Raquel, tem sido uma peça fora da vida do ex-apresentador de televisão. No Algarve, com os pais, há cerca de um mês, a ex-modelo tem aproveitado para ir à praia com a filha, Mariana. Cruz, no entanto, preferiu permanecer em Cascais, a preparar-se para o grande dia. Amigos próximos explicam à Vidas que tudo não passa de uma crise no casamento.
Desde que Carlos Cruz foi constituído arguido no processo Casa Pia, em Fevereiro de 2003, Raquel assumiu-se como o pilar da família. Numa prova de amor ao marido, a então modelo era visita certa no Estabelecimento Prisional de Lisboa, com a filha bebé ao colo, e perdia horas a cozinhar refeições para que nada faltasse a Carlos Cruz enquanto esteve preso. O apoio nunca esmoreceu com o passar dos anos mas a verdade é que, a pouco mais de um mês de o ex-apresentador conhecer a sentença, o casal parece estar mais afastado do que nunca.
Enquanto Carlos Cruz tem aguardado pelo desfecho do processo na sua casa, em Cascais, há cerca de um mês que Raquel está em casa dos pais, no Algarve, com a filha Mariana, de oito anos. A ex-modelo tem sido presença assídua na praia de Quarteira, na companhia de amigos e da filha, mas, segundo relatam à Vidas fontes próximas de Carlos Cruz, tudo não passará de uma crise conjugal impulsionada "pelo estado de ansiedade e angústia" que o casal está a viver.
"À medida que se aproxima o desfecho do processo, a tensão entre eles tem aumentado. Então, preferiram estar separados, até para não passar para a filha qualquer tipo de stress acumulado. Além do mais, a Mariana precisa de descansar e de ter uns dias mais descontraídos e o Carlos preferiu não ir para o Algarve", conta uma fonte, acrescentando que foi o ex-apresentador quem decidiu ficar sozinho nos últimos tempos.
"Ele achava que se fosse para baixo ia estragar a harmonia da família. Mas claro que também tem pena de não poder contar com o apoio da Raquel nestes tempos. Desde o início do processo, esta é a primeira vez que eles estão mais afastados".
Contactada pela Vidas, Raquel Cruz garante que o marido só não se juntou às férias algarvias porque preferiu ficar em Lisboa a preparar-se para a leitura da sentença, que, antes de ter sido adiada, estava agendada para o dia 5 de Agosto. "O Carlos estava a preparar-se para o dia mas foi novamente adiado. Mais parece uma brincadeira", explica a ex-modelo, indignada por, mais uma vez, a data ter sido alterada.
TENTATIVA DE RECONCILIAÇÃO
Apesar do afastamento, um desfecho favorável a Carlos Cruz poderá voltar a unir o casal. Tanto que Raquel admite que, no caso de o marido ser considerado inocente, os dois podem mesmo pensar em ser pais novamente. "Quero ter mais um filho ou uma filha, talvez para o ano seja possível. Eu e o Carlos temos muito que compensar. Ao longo deste período, os maus momentos superaram os bons, mas ainda estamos a tempo de recuperar", disse a ex-modelo em entrevista.
Apesar do afastamento, o casal pensa num futuro a dois bem longe de Portugal, já que Raquel quer, a todo o custo, recuperar a privacidade perdida nos últimos anos.
"Quando isto tudo acabar, o meu maior desejo é sair deste país. Não é que não goste de Portugal, porque adoro. Mas sofri muito durante os últimos anos aqui", confidencia. Desejo compartilhado por Carlos Cruz, que sonha poder proporcionar à filha mais nova o futuro com que sempre sonhou. "Neste momento, não tenho condições para dar à minha filha aquilo que queria. Mas espero vir a conseguir no futuro", explicou em entrevista ao programa da SIC ‘Alta Definição'.
CRISE FINANCEIRA
O processo Casa Pia mudou a vida de Carlos Cruz a todos os níveis e, agora, o ex-apresentador assume que os dias de desafogo financeiro fazem parte do passado. Com o avançar do processo, Carlos Cruz foi obrigado a vender "património" para subsistir, a mulher chegou a trabalhar no Casino Estoril para sustentar a família e, mesmo assim, o ex-apresentador assume que já não consegue pagar aos advogados há mais de três anos. Uma situação que parece também contribuir para o agravamento dos problemas conjugais de Carlos e Raquel.
"A situação económica deles é muito débil e, somando a todos os outros factores, esse tem sido um foco de problemas", conta uma fonte, acrescentando que, em caso de condenação, o casamento poderá ficar em risco. "A Raquel tem 36 anos e, por muito amor que tenha ao marido, poderá não aguentar a espera. É um teste muito violento."
DIAS DIFÍCEIS
O casal vive dias difíceis e a tensão aumenta à medida que o desfecho do processo se vai aproximando. Com a nova data para a leitura do acórdão fixada para 5 de Setembro, Raquel e Carlos Cruz têm mais um mês pela frente em que, ao que tudo indica, irão aproveitar para tentar resolver os problemas conjugais.
Até porque o ex-apresentador já passou por alturas bem complicadas, em que chegou mesmo a pensar pôr fim à vida.
"Depois do processo, comecei a pensar em desaparecer, pois se isso acontecesse a minha família voltava a ter uma vida normal. Mas a minha família não é só a Marta e a minha mulher, que já são adultas... Por outro lado, se me suicidasse, seria sempre culpado para a opinião pública", explicou Carlos Cruz, acrescentando que, aconteça o que acontecer, terá sempre a sua consciência tranquila: "Estatisticamente, morro daqui a sete anos e o legado que deixo à minha família é intocável: o da honestidade, verdade e respeito pelos outros."
FIEL ÀS ORIGENS ALGARVIAS
Raquel Cruz nasceu no Algarve, onde os seus pais continuam a viver. Apesar da distância, a mulher de Carlos Cruz faz questão de, sempre que pode, ir para Quarteira. E este ano não foi excepção. Devido ao seu trabalho como manequim, Raquel Cruz veio viver para Lisboa, mas as viagens ao Sul do País continuam a suceder-se com alguma regularidade, até por causa da pequena Mariana. É que Raquel quer que a filha não esteja privada dos avós maternos.
15 MESES DE VIDA EM SUSPENSO
No dia 1 de Fevereiro de 2003, Carlos Cruz foi detido e, a partir desse momento, a vida de Raquel muda radicalmente. Durante 15 meses - o tempo em que o ex-apresentador esteve em prisão preventiva -, a ex-modelo não fez outra coisa senão visitar o marido na Penitenciária. Muitas vezes, Raquel levava a filha, Mariana, na altura com 10 meses. E fê-lo no dia em que a criança celebrou o seu primeiro ano de vida, a 5 de Março de 2003.
Nesse dia, a ex-manequim desabafou com o Correio da Manhã que a filha tinha mudado. "A Mariana era uma criança muito calma e agora o seu comportamento mudou. Está mais nervosa, irritadiça. Antes era mais bem-disposta e brincalhona", referiu.
MARLUCE DEFENDE EX-MARIDO
Carlos Cruz esteve casado com Marluce durante 18 anos. Dessa relação nasceu Marta. Após a separação, o ex-apresentador e a antiga manequim brasileira conseguiram manter uma amizade. Sólida o suficiente para que Marluce tenha sido um forte apoio para Carlos Cruz quando este foi envolvido no processo Casa Pia. A ex-mulher acabou ainda por ser arrolada como testemunha.
RAQUEL 'OBRIGADA' A TRABALHAR
Em 2005, a vida financeira do casal estava a ressentir-se devido aos enormes custos do processo. Rapidamente, Raquel Cruz achou que estava na altura de agir e, após quatro anos sem trabalhar, a ex-manequim conseguiu um emprego no Casino Estoril, onde esteve quase um ano. A função da mulher de Carlos Cruz era receber os convidados e encaminhá-los para o Salão Preto e Prata.
MARTA CRUZ NOVAMENTE NO BRASIL
Apesar de a leitura do acórdão ter estado agendada para o dia 5 de Agosto, Marta Cruz acabou por viajar para o Brasil uma semana mais cedo, numa decisão tomada em conjunto com pai.
"Tive uma conversa muito séria com o meu pai, em que ele me disse que preferia que eu não estivesse presente, principalmente pelo aparato de comunicação social que iria lá estar. É óbvio que me custa muito não poder estar ao lado do meu pai nesse dia", explica Marta Cruz, que, ao longo de todo o processo, garante nunca ter duvidado da inocência do pai.
"Jamais duvidei dele. O que senti na altura foi uma revolta muito grande e só pensava quem é que tinha feito isto ao meu pai. Fiquei muito bruta na altura", disse.
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